Após críticas de líder do PL, Alcolumbre lamenta eleição de políticos que atacam e ofendem adversários

Após críticas de líder do PL, Alcolumbre lamenta eleição de políticos que atacam e ofendem adversários - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), criticou nesta quarta-feira (4) políticos que utilizam ataques pessoais e agressões para conquistar votos. A declaração ocorreu após o líder do Partido Liberal (PL) na Casa, Carlos Portinho (PL-RJ), questionar sua condução dos trabalhos legislativos e cobrar o cumprimento de um acordo sobre a votação de uma proposta para reduzir a maioridade penal.

As informações são do g1. Durante discurso no plenário, Alcolumbre afirmou lamentar que integrantes da classe política tenham conquistado mandatos por meio de ofensas e agressões.

“Algumas vezes, alguns colegas nossos passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência”, disse. “Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, completou.

Segundo o presidente do Senado, esse comportamento busca conquistar apoio entre setores que chamou de “radicalismo horrível” existente no país. Ele também afirmou que agressões, ameaças e mentiras estão prevalecendo no ambiente político.

“E para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições, com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, fosse ela contra o Executivo, fosse ela contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição”, declarou. Alcolumbre questiona posição do PL sobre urnas eletrônicas

Na sequência, o senador criticou os questionamentos feitos por integrantes do PL sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Alcolumbre lembrou que o mesmo sistema eleitoral foi utilizado para eleger parlamentares do partido no primeiro turno, quando a legenda conquistou 120 cadeiras na Câmara dos Deputados e mais de 20 vagas no Senado.

“Abriu as urnas e ganharam a eleição, mas o pior de tudo isso é que no primeiro turno a urna eletrônica prestou […] ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição, serviu para eleger 20 e tantos senadores, ela serviu para comemorar uma eleição vitoriosa do adversário do presidente Lula […] e quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna”, disse o presidente do Senado.

Discussão sobre maioridade penal provocou embate O confronto entre Alcolumbre e Portinho começou após o presidente do Senado afirmar que não colocaria em votação nesta quarta-feira (4) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal.

Segundo ele, a Câmara dos Deputados iniciou a discussão da matéria antes do Senado. O líder do PL contestou a decisão e afirmou que Alcolumbre descumpria um entendimento firmado entre os líderes partidários no dia anterior para acelerar a tramitação da proposta.

O partido defende que a maioridade penal seja reduzida para 14 anos nos casos de crimes hediondos e para 16 anos nas demais infrações. “O Senado hoje está submetido ao Poder Judiciário e à Câmara dos Deputados.

E o presidente do Congresso, senhor Davi, o senhor é o presidente do Congresso, senador. Não é o presidente do Congresso, senhor Davi? O senhor é o presidente do Congresso, senador! Não é a Câmara dos Deputados que diz como vai ser, o Senado é a Casa Alta.

O senhor fez um compromisso; compromisso é para ser cumprido”, afirmou Portinho durante o pronunciamento. Senadores governistas saíram em defesa de Alcolumbre após a manifestação do líder do PL.

Para parte dos parlamentares, a fala representou um ataque à atuação do presidente da Casa. Posteriormente, Portinho voltou a se pronunciar e negou ter ofendido Alcolumbre ou questionado a votação eletrônica.

“Eu não ofendi ninguém. Muito menos ofenderia a Vossa Excelência [Alcolumbre], muito menos tratei aqui de urna eletrônica”, afirmou.

O senador também defendeu a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos e voltou a cobrar explicações sobre o compromisso que, segundo ele, não foi cumprido.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →