Após criticarem Flávio, Caiado e Zema usam rótulo dado pelos EUA ao CV e PCC para subir o tom contra o governo

Após criticarem Flávio, Caiado e Zema usam rótulo dado pelos EUA ao CV e PCC para subir o tom contra o governo

 

Fonte: Bandeira



Depois de criticarem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela relação de proximidade com Daniel Vorcaro ao longo das últimas semanas, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, usaram o anúncio da classificação das facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos para criticar o governo Lula (PT). Ambos reagiram à decisão, anunciada ontem pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, em vídeos publicados nas redes sociais, nos quais subiram o tom contra a conduta da gestão petista na segurança pública.

Em resposta ao anúncio, Caiado comparou a atuação de Donald Trump, que classificou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como terroristas, com o governo brasileiro, dizendo que o presidente Lula os coloca como "vítimas dos usuários de droga".

— A única minha frustração é que não cheguei na Presidência da República para que eu pudesse tomar essa iniciativa e para que eu pudesse mostrar para o mundo que no comando de Caiado realmente não teria espaço para corrupto e muito menos para faccionado no território brasileiro. Infelizmente, Lula, você está aí desmoralizando o país e a população brasileira. Minha gente, chega de PT, chega de narcotráfico e chega da corrupção — disse.

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Já Zema respondeu em vídeo ao discurso do governo sobre defesa da soberania nacional, que também foi usado pela esquerda para criticar o anúncio americano, e afirmou que Flávio, em sua visita a Washington, fez o que Lula não havia conseguido antes.

— Vejam que absurdo, o PT diz que tratar facção como terrorista ameaça a soberania do Brasil e que isso facilita uma interferência americana no Brasil. Quem ameaça a nossa soberania é justamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios do Brasil. Lá, quem manda são eles, e não o governo. Nossa soberania não está ameaçada, ela foi roubada e o Lula nunca fez nada a respeito. Pelo contrário, ele só passa pano para bandido — disse o mineiro.

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Nas últimas semanas, a relação de Zema com o bolsonarismo enfrentou ruídos depois de ele criticar o senador em função dos áudios enviados por ele a Vorcaro, classificando a atitude como "imperdoável". Já Caiado passou a afirmar que o parlamentar deveria prestar esclarecimentos e passou a se colocar como o pré-candidato que tem uma "autoridade moral" em relação aos adversários. Nesta semana, a hipótese de uma aliança entre os dois ainda no primeiro turno também passou a ser ventilada, mas despertou resistência dentro do Novo e do PSD, gerando um impasse sobre qual dos dois abriria mão da cabeça de chapa.