Após adiar ataques, Trump afirma que pode dar 'golpe duro' no Irã e que estava a 'uma hora' de bombardeio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou nesta terça-feira (19) sobre diversos temas com repórteres na Casa Branca. Ele abordou, entre diversos temas, o Irã..
Trump repetiu seu discurso habitual de que o Irã não pode ter uma arma nuclear. E disse novamente que eles estão 'implorando para fechar um acordo', mas que talvez 'tenhamos que lhes dar um golpe duro'.
'Ainda não tenho certeza - saberemos muito em breve'.
Trump também culpa os democratas, seus oponentes políticos, por interromperem suas negociações com o Irã.
Questionado sobre o quão perto esteve de atacar o Irã, ele respondeu:
'Eu estava a uma hora de distância, teria acontecido agora mesmo'.
Respondendo a mais perguntas posteriormente, Trump enfatizou que estava trabalhando com as nações do Golfo durante as negociações com o Irã.
Em determinado momento, ele ainda afirma que poderia ter havido um risco nuclear para Los Angeles e diz que não deixaria o mundo mergulhar em um conflito nuclear enquanto estivesse no comando.
Nessa segunda-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vem adiando um novo ataque ao Irã 'há algum tempo' e esperava que 'seja para sempre'.
A afirmação foi feita em um evento na Casa Branca. Segundo ele, seria importante que Teerã precisa formalizar seus termos nucleares por escrito. Em meio a isso, destacou que tiveram progressos e 'desenvolvimentos positivos'.
'A Arábia Saudita, o Catar, os Emirados Árabes Unidos e outros me perguntaram se poderíamos adiar o ataque ao Irã por dois ou três dias. Eles pediram um curto período de tempo porque acreditam que estão muito perto de chegar a um acordo', completou.
Depois, Trump disse que vê 'uma excelente chance' de chegar a um acordo com o Irã 'sem ter que voltar aos bombardeios'. Segundo ele, através dos intermediários, havia boas oportunidades de uma 'solução'.
'Não permitiremos que o Irã adquira armas nucleares. Fui contatado por esses três países, além de outros, que estão negociando diretamente com nossos países e com o Irã, e parece haver uma excelente chance de encontrarmos uma solução. Se pudermos fazer isso sem bombardeios impiedosamente contra eles, ficarei muito feliz', disse ele a repórteres.
Além disso, nessa segunda-feira (18), a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, reforçou que o Irã também deve abandonar suas ambições nucleares.
Ela explicou que o Irã não pode ter enriquecido urânio, e isso representa uma linha vermelha nas negociações, juntamente com a completa paralisação do programa nuclear iraniano.
Irã considera tomar controle de estreito que conecta Mar Vermelho onde passa 10% do comércio global, diz NYT
Estreito de Bab el-Mandeb fica mais próximo ao Iêmen.
Reprodução/Wikimedia Commons
O Irã está se preparando para a possibilidade de uma retomada dos ataques americanos e deixou claro que não hesitará em impor um alto preço aos seus vizinhos e à economia global em caso de agressão. A informação é do jornal New York Times, através de fontes no país.
Entre as opções que Teerã estaria considerando está o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, o estreito que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e por onde passa um décimo do comércio mundial.
O estreito está localizado próximo a territórios controlados pelos houthis, uma milícia iemenita apoiada pelo Irã. Ele fica entre o Iêmen, Djibouti e Arábia Saudita.
Quanto aos combates em si, os líderes iranianos esperam que sejam 'curtos, mas de alta intensidade', incluindo ataques pesados e coordenados à infraestrutura energética iraniana. A resposta do Irã seria lançar dezenas ou centenas de mísseis por dia para 'engajar o inimigo de forma eficaz e também inverter a situação'.
Além disso, diz o New York Times, o Irã aproveitou o cessar-fogo de mais de um mês em sua guerra contra os Estados Unidos e Israel para se preparar para uma retomada dos combates, reposicionando seus lançadores de mísseis balísticos.
Desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, diz um oficial americano o Irã tem trabalhado para 'reequipar dezenas de locais de lançamento de mísseis balísticos atingidos por bombardeios, realocar lançadores móveis de mísseis e, apesar das perdas significativas, adaptar suas táticas para uma possível retomada dos ataques'.
O oficial explicou que os ataques americanos contra as capacidades de mísseis iranianas atingiram os portões de acesso aos locais, mas não os lançadores, pois estes estavam enterrados em cavernas subterrâneas profundas para proteger de ataques.
