Após 22 dias, bombeiros localizam corpo da última vítima das chuvas na zona da mata mineira
O corpo da última vítima das fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira foi encontrado, nesta terça-feira (17), em Ubá. Luciano Franklin Fernandes, de 50 anos, que estava desaparecido após ter sido arrastado pelas enchentes, foi achado a 10 km do local do último avistamento, durante o trabalho de buscas pelos bombeiros. Segundo a Polícia Civil, a identificação foi confirmada por análise odontológica e o corpo já foi liberado aos familiares.
Segundo os bombeiros, o corpo foi achado após 22 dias de buscas, com o apoio de maquinário pesado e durante a retirada de materiais acumulados na calha do Rio Ubá.
A vítima era natural de Patrocínio de Muriaé, cidade vizinha, e namorado de Edna Almeida, a mulher que ficou agarrada a um poste por três horas durante a enchente. A família estava em casa quando o rio Ubá subiu 8 metros e invadiu a residência, arrastando todos.
Com a atualização, subiu para 73 o número de mortos em decorrência das chuvas na Zona da Mata, sendo 8 mortes confirmadas em Ubá e 65 em Juiz de Fora, após deslizamentos de terra.
Auxílio vítimas
Nesta terça-feira, a prefeitura de Juiz de Fora apresentou o balanço das ações adotadas três semanas após as fortes chuvas e anunciou dois novos auxílios a serem pagos para as famílias atingidas.
Um deles é um auxílio de R$ 7.300, em parcela única, pago pelo governo federal para qualquer pessoa que teve a casa danificada pelas chuvas. A estimativa é de R$ 30 milhões a serem liberados para auxiliar as vítimas, que podem solicitar o benefício em um CRAS, Centro de Referência de Assistência Social de Juiz de Fora.
Além desse pagamento, a prefeitura anunciou a publicação de um decreto que institui o auxílio calamidade municipal para famílias inscritas no CadÚnico.
Durante o balanço, a prefeita também anunciou que vai ser iniciado o cadastro junto ao governo federal e à Caixa Econômica para a compra assistida de moradias, no valor estimado de R$ 200.000, para famílias com renda de até R$4.800 e que perderam a casa devido às chuvas. O município também estuda a construção de unidades habitacionais para esse público.
Segundo o balanço municipal, 1.000 moradias na cidade foram destruídas e outras 928 interditadas em decorrência de danos provocados pelas fortes chuvas, em 58 áreas diferentes. Além disso, a Defesa Civil já realizou mais de 4.200 vistorias e existem, ainda, 1.150 pendentes.
No período, Juiz de Fora também recebeu 502 toneladas de doações, das quais 180 já foram distribuídas.
