Aplicativo desenvolvido em Goiânia facilita a comunicação de pessoas com deficiência e amplia inclusão nas escolas

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Fonte da notícia: Jornal Opção Jornal Opção

A Escola do Futuro do Estado de Goiás Luiz Rassi deu início à implementação do aplicativo ‘Diz por mim’, ferramenta criada para ampliar a comunicação de uma aluna não verbal com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de Nível 3 de Suporte (quadro historicamente conhecido como autismo severo).

A partir dessa experiência, a proposta agora é expandir o recurso para outros jovens PcDs (Pessoa com Deficiência), tanto em escolas quanto em todos os espaços que demandem uma comunicação mais fácil. A ferramenta funciona em computadores, Chromebooks e celulares, e a aluna consegue se comunicar mostrando a tela para colegas ou professores.

No uso prático, a estudante escolhe primeiro o ícone “quero” e depois “água”, por exemplo; os ícones formam uma frase, que fica visível na tela do aparelho. Dessa forma, quem está ao lado dela consegue compreender o pedido sem depender de fala. 

1/3 Aplicativo ‘Diz por mim’

Desde agosto, a equipe do projeto reúne Fernanda Marques Mendonça Lima, que atua na área de projetos GPI Tecnologias Assistivas e idealizou o aplicativo, a aluna Rebeca Santos de Souza, que o desenvolveu, e dois bolsistas. Em entrevista ao Jornal Opção, a idealizadora explicou que “trabalha na Escola do Futuro já tem um ano dentro da área da inclusão” e que a proposta nasceu da “observação das necessidades de uma das alunas”.

Fernanda explica que a partir de uma conversa com a bolsista Rebeca, que faz um curso na área de robótica, o aplicativo surgiu: voltado a facilitar pedidos como ir ao banheiro, querer água e pedir ajuda. A equipe iniciou o processo de implementação e fez a primeira visita à estudante, quando identificou a necessidade de ajustes.

Entretanto, a ferramenta não está fechada. “O aplicativo é adaptável à necessidade do aluno”, afirmou.

Por isso, a equipe avalia o que cada estudante precisa comunicar e adapta o recurso ao caso específico. Aluna com TEA de Nível 3 usando o ‘Diz por mim’ | Foto: Reprodução

Conforme explica Fernanda, o ‘Diz por mim’ ainda não pode ser baixado na Play Store ou App Store e segue em trabalho por meio de código. O objetivo, porém, é ampliar a visibilidade para que outras instituições conheçam e possam replicar a ferramenta.

Hoje, o uso está restrito à Escola do Futuro e para chegar à loja de aplicativos, o projeto precisa de recursos, para que, como explica a idealizadora: “todos tenham o direito ao acesso e sua facilidade no dia a dia”. Além do aplicativo, o projeto também constrói “instrumentos em impressora 3D para esses alunos da inclusão”.

A iniciativa conta com apoio da Escola do Futuro Luiz Rassi e da estrutura do Grupo de Pesquisa e Inovação (GPI), além de apoio financeiro viabilizado por parceria institucional com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Apoio à Pesquisa, vinculada à Universidade Federal de Goiás (UFG). 

Fernanda destaca ainda que a instituição e a Secretaria que a rege têm demonstrado preocupação com a inclusão, boa recepção das ideias e oferta dos recursos necessários. A preocupação com a inclusão, segundo ela, atravessa a Escola do Futuro e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás.

Os resultados já observados são positivos, sobretudo com a aluna que usa a ferramenta. Antes, “os professores relatavam ter dificuldades em se comunicarem com ela, isso porque ela não conseguia expressar questões básicas e, às vezes, ficava deslocada da turma”.

Com o recurso, a equipe percebeu mudanças no ambiente. “A gente viu uma aceitação muito boa por parte dos alunos”, relata Fernanda, que explica que os estudantes que não utilizam o aplicativo passaram a demonstrar mais empatia pelos colegas da inclusão.

A equipe também registra avanços nas turmas que recebem o aplicativo e os demais recursos do projeto. Leia também:

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