Aos 101 anos, Anestrino Marques Guimarães foi às urnas neste domingo, 25, para participar da escolha do próximo presidente da República. Morador de Goiânia, ele compareceu à Escola Municipal Presidente Vargas, no Setor Vila João Vaz, acompanhado dos netos, que decidiram verificar se ele ainda estava apto a votar.
A iniciativa partiu da família. Segundo Ana Beatriz, uma das netas dele, os parentes consultaram a situação eleitoral de Anestrino e descobriram que ele poderia votar no mesmo local em que estava registrado anteriormente.
Depois, perguntaram se ele gostaria de participar da eleição. A resposta foi positiva.
“Eu passei muito tempo sem votar”, respondeu Anestrino. Ao explicar o motivo de ter ido às urnas, ele afirmou que queria participar da escolha do próximo chefe do Executivo federal.
“Para escolher um presidente bom”, disse. A neta contou que o avô acompanhou o período eleitoral pela televisão e pelo rádio.
Ele assistiu aos noticiários, às propagandas eleitorais e aos debates entre os candidatos à Presidência. Segundo ela, a família também conversou com ele sobre política nos últimos dias.
Anestrino Guimarães exibe sua identidade | Foto: Arquivo pessoal Ajuda dos netos
Durante a votação, Anestrino precisou de auxílio para utilizar a urna eletrônica. O neto Tony o acompanhou e explicou como realizar o procedimento.
Ao falar sobre a experiência, o eleitor centenário observou as diferenças entre o sistema atual e aquele que conheceu quando era mais jovem. “Está diferente, a urna, o jeito.
Está tudo diferente, não é igual quando eu votava nos outros anos atrás”, afirmou. Apesar das mudanças, ele disse que conseguiu concluir a votação sem dificuldades.
“Consegui votar. Tranquilo, a votação foi tranquila”, relatou.
Anestrino também se recordou de quando votava na Vila Jaiara, em Anápolis. Questionado se lembrava da primeira vez em que compareceu às urnas, respondeu que não conseguia recuperar essa lembrança específica.
Disse, porém, que costumava votar quando era mais jovem. Direito ao voto
Para a família, levar Anestrino às urnas representou uma forma de garantir que ele continuasse exercendo seu direito de participação política. “Mesmo com 101 anos, ele ainda pode e tem esse direito de continuar votando”, afirmou a neta Ana Beatriz.
Segundo ela, a presença do avô chamou a atenção de outras pessoas que estavam no local de votação. Ao saberem que ele tinha 101 anos, alguns eleitores demonstraram surpresa e o parabenizaram pela disposição de comparecer às urnas.
A família também comemorou a participação de Anestrino. Para os netos, a experiência permitiu que ele exercesse um direito que continua disponível mesmo na velhice.
Aos 101 anos, ele resumiu a importância do voto ao defender a participação dos cidadãos nas eleições. “Todos, cada um, achei importante para ir votar”, declarou.
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