Ana Paula Renault emociona público com depoimento na novela 'Quem ama cuida': 'Sou minha própria mãe'
Vencedora do BBB 26, Ana Paula Renault surgiu na novela "Quem ama cuida", na última terça-feira (19), para dar um depoimento sobre autocuidado e maternidade. Ao fim de todos os capítulos do folhetim de Walcyr Carrasco, uma figura anônima ou famosa aparece na tela para compartilhar experiências pessoais que envolvam cuidado. O relato da ex-BBB — que perdeu a mãe, aos 16 anos — emocionou o público e viralizou nas redes sociais.
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"Depoimento de uma sensibilidade incrível. Transmitiu um sentimento grandioso que foi impossível não chorar e se emocionar junto", escreveu uma usuária do X. "Tudo o que sempre quis dizer e nunca consegui expressar, ela traduz com verdade", ressaltou outra pessoa.
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O que disse Ana Paula Renault na novela?
Mas, afinal, o que Ana Paula Renault disse em "Quem ama cuida"?
No relato exibido após a novela das 21h da TV Globo, Ana Paula Renault teceu considerações sobre a dificuldade que muitas mulheres enfrentam para voltar o olhar para si mesmas em meio às exigências e cobranças do cotidiano. Leia o depoimento, na íntegra, a seguir:
"As mulheres acabam esquecendo de perguntar para elas mesmas: 'O que a gente quer?'; 'O que a gente precisa?'; 'Qual o nosso cuidado?'. Tem mulheres que nasceram para 'maternar' filhos, tem mulheres que nasceram para 'maternar' projetos, tem mulheres que nasceram para 'maternar' causas e tem mulher que nasceram para 'maternar' sua própria reconstrução. Eu me vejo nisso. Sou minha própria mãe, de certa forma.
E acho que todas as mulheres são as nossas próprias mães também. Só que outras exercem outras papéis. Então, elas são mães dos próprios filhos, mães dos próprios maridos, mães dos próprios pais. É algo muito intenso, difícil. A cobrança é muito exaustiva para cima de nós, mulheres.
As mulheres acabam entendendo que tem que entregar tudo isso que a sociedade quer da gente. Mas, na verdade, o que a gente quer? Cuidar de todo mundo, isso a gente faz o tempo inteiro. Cuidei dos meus pais, assim como cuido dos meus irmãos e cuido dos meus amigos, assim como cuido da minha própria vida. Só que tem hora que a gente esquece de perguntar: que cuidado é esse? Como quero ser cuidada? E quem vai cuidar de mim? E a resposta é muito clara: a gente.
Não entendo porque a sociedade ainda coloca a maternidade como obrigatoriedade feminina. Por quê? Vejo de uma forma muito positiva eu não entregar para a sociedade o que ela espera de mim. Acho que é isso o que a sociedade espera de uma mulher da minha idade: ser mãe, estar casada ou com alguém, ter filhos e sempre estar cuidado de outras pessoas. Escolhi me escutar. E entendi que precisava de cuidar de mim para sobreviver nessa selva que é a sociedade atual.
Sou uma mulher de 44 anos, que não sou mãe, e agora nem filha eu sou mais, porque não tenho pai e não tenho mãe. Chegou um ponto que agora eu vou cuidar ainda mais de mim. E isso vai incomodar ainda mais você, que não está aberto a entender que nós, mulheres, não viemos para entregar o que você espera. E, cada vez mais, vocês vão ter que entender que a gente vai estar na busca do nosso lugar ao sol. A gente também quer tomar esse solzinho que todo mundo toma. Quem ama respeita minha opinião, quem ama respeita o meu tempo, quem ama respeita os outros.”
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