Após meses de negociações, o empresário José Seripieri Filho, o Junior, recusou a proposta de venda da Amil para os fundos de investimento Advent e Bain Capital. A operação era avaliada em cerca de R$ 15 bilhões.
Os detalhes sobre a decisão de Junior foram antecipados pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim. Após reunião na manhã desta quinta-feira para definir se o negócio sairia ou não, a empresa enviou um e-mail aos cerca de 22 mil funcionários comunicando sobre o encerramento das negociações.
No texto, o Conselho de Administração da Amil afirma que os resultados financeiros e médico-assistenciais registrados pela companhia nos últimos meses "despertaram o interesse de grandes fundos", que apresentaram propostas para adquirir parte ou até mesmo a totalidade da companhia.
"Conversamos com esses investidores, como é praxe no mercado, porém gostaríamos de informar a você, em primeira mão, que esse processo está encerrado, sem qualquer mudança societária na companhia. Continuamos abertos a propostas futuras de investimentos minoritários, preservados nossos princípios e valores", diz a carta.
A Amil alcançou 3,58 milhões de usuários em julho, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), um aumento na carteira de 7,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. A operadora ocupa a terceira posição no ranking das maiores empresas do setor no país, atrás de Bradesco Saúde e Hapvida.
O Globo