Amigo de Flávio, Willer Tomaz pediu à Justiça que Richarlison não divulgue conteúdos sobre disputa por ilha no Rio

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Fonte da notícia: CBN CBN

Amigo do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), o advogado Willer Tomaz entrou com uma ação na Justiça do Distrito Federal contra o jogador Richarlison, para impedir que ele divulgasse conteúdos sobre a disputa da posse de uma ilha no Rio de Janeiro, na cidade de Angra dos Reis. Feito sob urgência, o pedido foi realizado em 29 de julho. No entanto, no dia 13 de agosto a Justiça negou a ação de medidas de forma imediata, dizendo que se aproximava de uma 'restrição prévia à manifestação de pensamento'. 'A ordem constitucional consagra a plena proteção à liberdade de expressão pelo binômio liberdade com responsabilidade, admitindo a análise e a responsabilização posteriores, mas repelindo a censura prévia', escreveu o juiz Giordano Resende Costa. O caso ainda segue em tramitação. A ação foi feita por Willer e a empresa que ele possui WT Administração de Bens e imóveis. O caso ocorreu após o atleta publicar em suas redes sociais e se manifestar no post de outras pessoas sobre o episódio. Em um dos casos reclamados pelo advogado é em julho, quando Richarlison disse que gastou 'em torno de 10 milhões' e 'simplesmente me tomaram'. 'E estou até hoje sem receber a minha grana!!!', declarou ele na época. O jogador Richarlison Reprodução/Redes sociais Na ação, é solicitado uma chamada tutela inibitória, defendendo que o jogador se abstenha de 'publicar, repostar, compartilhar ou de qualquer forma divulgar novos conteúdos' afirmando ou insinuando 'que o imóvel de Ilha Comprida foi 'tomado' do réu [Richarlison] ou que ele foi vítima de espoliação ou golpe a ele relacionado'. É pedido uma multa de R$ 200 mil por indenização por danos morais, além de R$ 50 mil por publicação e mais R$ 50 mil a cada momento que for mantida no ar. O juiz indicou em uma primeira decisão que Richarlison sempre direcionou o foco dos posts ao senador Flávio Bolsonaro e que a ação de Tomaz gera questionamentos se o processo tem como foco 'a defesa de interesse de terceiro', algo impedido pela Justiça. Flávio nega qualquer envolvimento no caso. Questionado pelo UOL, Richarlison afirmou que não sabia do processo e tomou conhecimento pelo contato com a reportagem. Richarlison acusa Flávio Bolsonaro de tomar posse de ilha em Angra dos Reis e pede investigação da PF Mansão em ilha de Angra dos Reis alvo de disputa de Richarlison. Reprodução O jogador da Seleção Brasileira Richarlison publicou um vídeo nas redes sociais no fim de semana acusando o senador Flávio Bolsonaro de tentar tomar posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. O atleta pediu que a Polícia Federal investigue o caso. Segundo Richarlison, ele investiu cerca de R$ 10 milhões na propriedade e recusou uma proposta de compra que teria sido feita por Flávio Bolsonaro. Após a negativa, a posse do imóvel teria sido transferida para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado pelo jogador como amigo do senador. Flávio Bolsonaro nega envolvimento na disputa e afirma que nunca tomou posse da ilha. Em nota, o advogado Willer Tomaz também contestou as acusações. Ele afirmou que a situação do imóvel foi regularizada pela Justiça e negou qualquer irregularidade. A disputa pela propriedade já tramita no Judiciário e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Richarlison sustenta que houve irregularidades na transferência da posse da ilha e pede que a Polícia Federal apure as circunstâncias do caso. As acusações ganharam repercussão após o jogador divulgar o vídeo nas redes sociais, tornando públicas as alegações contra o senador. Advogado amigo de Flávio Bolsonaro foi o maior apostador do país em 2025 Um parecer técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda encaminhado à Polícia Federal mostra que o advogado Willer Tomaz, investigado no esquema das fraudes do INSS, foi o maior apostador em bets do país em 2025, chegando a movimentar R$ 5 bilhões. Esse valor é o dobro do segundo maior apostador. O advogado é próximo do senador Flávio Bolsonaro. O caso foi revelado pelo UOL e confirmado pela CBN, que teve acesso ao material sigiloso da SPA. Segundo informações disponibilizadas pela Blaze, Willer Tomaz depositou R$ 258 milhões na plataforma. No ano passado, ele fez 140 apostas com ganho igual ou superior a R$ 1 milhão, totalizando mais de R$ 152 milhões apenas no conjunto dessas apostas. Já no total acumulado de mais de 36 mil feitas em 2025, ele teve ganhos de quase R$ 5 bilhões, e perdas acumuladas de valor similar. A Polícia Federal desconfia que as apostas sejam uma simulação. A Secretaria de Apostas indica que a plataforma Blaze, eventualmente, pode ter sido utilizada para lavagem de dinheiro. O parecer afirma que houve falhas da Foggo Entertainment Ltda, dona da Blaze, em demonstrar a adoção de políticas, procedimentos e controles internos exigidos na Lei de Lavagem de Dinheiro. Nesse bojo, Willer é citado. Willer e Flávio são alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de lavagem de dinheiro. Em nota, a assessoria de Willer afirmou que os recursos têm origem lícita, "são compatíveis com seus rendimentos e constam de sua declaração à Receita Federal. Afirma ainda que as cifras apresentadas não correspondem à realidade: o chamado volume apostado soma reapostas sucessivas de um mesmo montante e, por isso, não representa dinheiro novo". A nota ainda "o advogado Willer Tomaz nunca recorreu a ferramenta automatizada nem fracionou operações para contornar qualquer controle. Na 7K, foi cliente como qualquer outro, sem vínculo societário, comercial ou pessoal com a empresa ou seus controladores, e não é alvo da Operação Narco Bet".

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