American Express corta 5% de seu quadro de funcionários para “se preparar para a IA”

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Sede da American Express em Nova York Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images

A Amex vai eliminar 5% de sua força de trabalho global e fazer uma reestruturação ao custo de US$ 336 milhões, informou o CEO Stephen Squeri a analistas nesta sexta-feira, durante a teleconferência de resultados do terceiro trimestre da empresa. A companhia contava com quase 77 mil funcionários ao final de 2025.

O diretor financeiro (CFO), Christophe Le Caillec, disse em entrevista à CNBC que a reestruturação tem como objetivo tornar a American Express “mais enxuta, mais ágil e, também, prepará-la para a IA”. “Não se deve automatizar processos que não estejam estruturados de forma otimizada”, disse Le Caillec.

“Portanto, o que estamos fazendo aqui é reduzir camadas hierárquicas e ampliar a abrangência de gestão, para que possamos automatizar e tirar proveito da IA ​​nos próximos trimestres e anos.” O anúncio da Amex reflete uma tendência mais ampla no setor de serviços financeiros, no qual bancos estão trabalhando para substituir funções repetitivas por automação baseada em IA.

Na quinta-feira, o Barclays confirmou planos de cortar 5.000 postos de trabalho — o que também representa cerca de 5% de seu quadro de funcionários — em mais uma iniciativa de redução de custos impulsionada pela tecnologia. Essas medidas ocorrem em um momento em que o setor registra lucros sólidos, impulsionados pelo aumento dos gastos dos consumidores e pela resiliência do crédito.

Durante a teleconferência com analistas, Squeri afirmou que o objetivo era melhorar a eficiência da empresa. “Estamos em um bom ritmo, mas, para acelerar a inovação e obter sucesso nos próximos anos, precisávamos nos tornar uma organização mais ágil e eficiente”, disse Squeri.

‘Agir sem controle’ Squeri dedicou 10 minutos de seu discurso para expor sua visão sobre a IA, concentrando-se principalmente em como ela será utilizada para personalizar experiências e ofertas para os portadores de cartões Amex.

Embora o CEO tenha enfatizado a necessidade de atender ao desejo dos clientes de utilizar IA — incluindo agentes inteligentes —, ele acrescentou que a Amex “não permitirá que assistentes ajam sem controle dentro de nosso sistema”. “Precisamos proteger nossos clientes e estabelecimentos comerciais; por isso, permitiremos o acesso aos nossos sistemas apenas a agentes que tenham sido aprovados por meio de canais de API ou MCP”, afirmou, mencionando duas formas de conectar, de maneira segura, plataformas externas aos sistemas da Amex.

A Amex divulgou resultados trimestrais que superaram as expectativas de lucro de Wall Street. O lucro por ação ajustado foi de US$ 4,68, acima da estimativa média de US$ 4,48 feita pelos analistas, segundo a LSEG.

A receita total cresceu 9%, atingindo US$ 20,06 bilhões, um resultado ligeiramente abaixo da previsão de US$ 20,12 bilhões feita pelo mercado (segundo dados da LSEG). Executivos atribuíram parte da pressão negativa sobre os gastos a saídas recentes de parcerias de cartões de marca compartilhada voltadas para pequenas empresas.

Publicação Original Epoca Negócios epocanegocios.globo.com
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