Amazonenses em Brasília votam de olho na ZFM e na floresta

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Mesmo morando há muitos anos na capital federal, amazonenses mantêm os olhos voltados para o estado de origem na hora de escolher o próximo presidente da República. Neste domingo (25/10), eleitores ouvidos pelo BNC Amazonas em diferentes regiões administrativas de Brasília apontaram temas como a Zona Franca de Manaus (ZFM), a preservação da Amazônia, a geração de empregos e as condições de vida das próximas gerações entre as questões que influenciam suas expectativas para o novo governo.

A reportagem acompanhou o segundo turno das eleições presidenciais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde a apuração dos votos está prevista para começar às 17h, no horário de Brasília. Mas, o BNC percorreu regiões da capital federal para conversar com amazonenses que foram às urnas e conhecer suas motivações e expectativas.

Zona Franca e preservação ambiental Para o coordenador-geral de Programas e Projetos para a Amazônia, da subsecretaria de Ciência e Tecnologia/MCTI, Eliomar Mota da Cunha, que vive em Brasília há mais de 20 anos, o voto está diretamente relacionado à preservação da Amazônia e à manutenção da atividade econômica do Amazonas.

Ele defendeu a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e relacionou a escolha à continuidade de políticas ambientais e à proteção dos empregos ligados à Zona Franca. “Votar em Lula significa votar pelo meio ambiente, pela preservação da Amazônia, pelo desenvolvimento sustentável, pela permanência da Zona Franca de Manaus, pela manutenção de mais de 100 mil empregos”, afirmou Eliomar.

Na avaliação dele, a importância do modelo industrial vai além das fábricas instaladas em Manaus, alcançando famílias, ribeirinhos e povos indígenas. O eleitor defendeu a combinação entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental como caminho para a região amazônica.

Redução das queimadas A preservação da floresta também foi um dos motivos citados por Mariete Costa, presidenta do Instituto Amazônia no Cerrado.

Amazonense e residente em Brasília há muitos anos, ela fez questão de votar no segundo turno e declarou apoio a Lula. Mariete associou sua escolha às políticas de combate às queimadas e à manutenção da Zona Franca de Manaus, que considera fundamental para a economia estadual.

“Eu votei no 13, o meu voto não é secreto. Por quê? É porque este é o governo que vem olhando muito para a nossa região amazônica.

Embora neste momento estejam ocorrendo incêndios criminosos no Amazonas, nos últimos tempos, a nossa nossa floresta teve uma diminuição de queimadas por conta desse trabalho incansável do governo Lula que para que a nossa floresta se mantenha em pé”, declarou. O voto da presidenta do Instituto Amazônia no Cerrado – instituição que reúne amazonenses e amazônidas dos estados da Região Norte, que moram na capital federal – também está voltado ao modelo econômico do Amazonas.

“Nós temos a nossa Zona Franca de Manaus, que há muitos anos é o que desenvolve é a economia do nosso Estado. Sem a Zona Franca de Manaus, nós não teríamos uma região rica como nós temos atualmente.

Como eu poderia deixar de votar no 13? Se não o fizesse, porque eu estaria de fato, é, traindo o, aqueles que mais olharam pela nossa região”, declarou Mariete Costa. Eleitora defende um Brasil melhor

Entre os eleitores ouvidos pelo BNC, também houve manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro (PL). A autônoma Juliana Carla afirmou ter votado no candidato de número 22, repetindo a escolha feita no primeiro turno e mantendo sua posição contrária ao PT.

Ao falar sobre suas expectativas para o país, ela destacou a busca por melhores condições de vida para a população e para as futuras gerações. “Eu espero um Brasil justo, melhor para nossa sociedade, para os nossos filhos, para toda a população.

É o que a gente espera”, afirmou Juliana. Vínculos com o Amazonas permanecem

As entrevistas realizadas em Brasília mostram como a origem amazonense continua presente na forma como parte dos eleitores acompanha a disputa presidencial. Para alguns, a escolha está ligada à proteção da floresta e à continuidade de políticas ambientais; para outros, a expectativa é por um país mais justo e com melhores perspectivas para as próximas gerações.

A Zona Franca de Manaus aparece como uma preocupação central nas falas favoráveis a Lula, tanto pela atividade industrial quanto pelos empregos que movimentam a economia estadual. Já a defesa de melhores condições para a sociedade foi destacada pela eleitora que declarou voto em Flávio Bolsonaro.

Leia mais Vitória de Lula em 2022 foi na base da virada.

Recorde como foi Com a apuração, o resultado nacional e a votação no Amazonas permitirão dimensionar o desfecho da disputa.

Para os amazonenses que vivem longe de casa, porém, a eleição também envolve expectativas sobre o estado de origem e sobre os rumos da Amazônia nos próximos anos. Foto: BNC Amazonas

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