A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação da votação até às 19h domingo não chegou a tempo em algumas secções eleitorais do país. Em alguns locais, os boletins de urna já haviam sido impressos.
A apuração dos votos também teve inicío, mas foi paralisada por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira como ficaram algumas seções no país:
Rio de Janeiro No Ciep Presidente Tancredo Neves, no Catete, no Rio de Janeiro, todas as urnas foram encerradas às 17h, segundo fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
De acordo com os funcionários, os votos já haviam sido impressos, o que impediria a reabertura dos equipamentos. — Como é algo inédito, não sabemos o que fazer.
Não fomos oficializados. Se já tem urna encerrada, não tem como reabrir.
Então, essas pessoas vão ficar sem votar — afirmou um fiscal. Do lado de fora da escola, eleitores reclamavam do fechamento das urnas e questionavam a impossibilidade de votar após o horário previsto.
No local, Lucas Soares, de 20 anos, conta que saiu de Triagem de moto e enfrentou trânsito e chuva no caminho. Ele chegou ao colégio às 16h59, mas não conseguiu entrar.
— Quando cheguei, não me deixaram entrar. Depois, falaram que a decisão de prorrogar o horário saiu às 17h14.
Não consegui votar e não sei mais o que fazer — afirmou. Em Duque Caxias, na Baixada Fluminense, a votação nas urnas da Escola Municipal Rotary também já havia sido encerrada antes da chegada da decisão de Zanin, conta conta a advogada Maria, de 24 anos, mesária em uma das seções instaladas no local.
Colégio pH, na Barra da Tijuca, com portões fechados após às 17h Madson Gama
— Eles não esperaram como normalmente espera, até às 17h. Faltando um minuto [para às 17h], eles já estavam fechando tudo.
Bateu 17h em ponto, eles fecharam o portão. O cara veio nas salas avisando que é para fechar a urna e fazer os procedimetos.
Mandou a gente fechar, falando que o TSE tinha mandado fechar. O mesmo aconteceu na Barra da Tijuca, no Colégio pH.
Segundo um dos ficais do local, a notificação de ampliação do horário de votação não chegou aos responsáveis pela zona eleitoral antes. — Em todo caso, quase todos os eleitores das nossas seis seções vieram.
São em torno de 400. A abstenção caiu muito em relação ao primeiro turno e não tivemos problemas de pessoas chegando atrasadas — disse o fiscal.
São Paulo No Colégio Objetivo da Avenida Paulista, às 17h as salas e a escada de acesso foram fechadas, mas nenhuma das zerésimas das urnas chegou a ser impressa, pois logo veio a ordem de que as seções deveriam reabrir até às 19h.
Neste momento, há fiscais eleitorais na porta da escola dando instruções para quem quer votar, mas não havia movimento de eleitores quando a reportagem esteve no local, por volta das 17h30. — Foram alguns minutos sem saber o que iríamos fazer, mas nenhum mesário tinha saído e as urnas não tinham sido lacradas ainda.
A maioria das seções teve mais votos do que no primeiro turno, então ainda tinham algumas pessoas que já haviam entrado para votar perto do horário final — contou uma mesária.
O Globo