Amapá ultrapassa mil focos de incêndio; BR-156 está entre as áreas mais críticas

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Fonte da notícia: G1 G1

Motoristas devem ficar atentos ao risco de queimadas às margens de rodovias no Amapá O Amapá ultrapassou a marca de mil focos de incêndio nesta segunda-feira (26), segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

O número preocupa as autoridades, principalmente por causa das queimadas registradas às margens da BR-156, principal rodovia do Estado. Em muitos trechos da rodovia, a vegetação seca facilita a propagação do fogo.

As queimadas produzem grandes volumes de fumaça, reduzindo a visibilidade e aumentando os riscos para motoristas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp

Entre os municípios mais afetados estão Tartarugalzinho, Calçoene e Oiapoque, que concentram parte das ocorrências monitoradas pelos órgãos ambientais. "Infelizmente, ultrapassamos a marca de mil focos de incêndio em todo o Estado.

Os municípios de Tartarugalzinho, Calçoene e Oiapoque são os mais afetados neste período, o que aumenta nossa preocupação", afirmou o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Izidio Júnior. Os focos de incêndio são monitorados pelo Painel do Fogo, ferramenta que reúne dados sobre focos de calor e auxilia na fiscalização ambiental.

As informações detectadas por satélite são cruzadas diariamente com os registros de propriedades cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Estado de emergência

Diante dos impactos da estiagem, o governador Clécio Luís decretou situação de emergência em todo o Amapá na última sexta-feira (16). O decreto tem validade de 180 dias e prevê o reforço das ações de assistência humanitária, do abastecimento de água e do combate aos incêndios florestais, além da proteção a comunidades vulneráveis.

Segundo o governo estadual, os municípios enfrentam queimadas em áreas de mata e floresta, além da queda significativa do nível dos rios. Seca em rio de Tartarugalzinho.

Prefeitura de Tartarugalzinho/Divulgação Queimadas na BR-156

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maior concentração de queimadas ocorre ao longo da BR-156. A rodovia é a principal ligação entre os municípios do Estado e frequentemente é afetada pela fumaça provocada pelos incêndios.

Segundo o tenente-coronel Izidio Júnior, um pequeno foco de incêndio pode se espalhar rapidamente em áreas de cerrado. A vegetação seca e os ventos contribuem para o avanço das chamas.

O militar afirma que a maioria dos incêndios tem origem em ações humanas. Segundo ele, é raro que áreas com essas características entrem em combustão espontaneamente, mesmo durante a estiagem.

O Corpo de Bombeiros explica que a ocorrência dos incêndios depende da combinação de fatores conhecidos como "triângulo do fogo". “Para existir um incêndio em qualquer lugar do planeta, são necessários três elementos fundamentais, que nós, bombeiros, conhecemos como triângulo do fogo.

[...] Temos um material combustível extremamente inflamável, que é o capim, além de áreas com muito capim e vento. Assim, já temos dois elementos.

O terceiro é a ação humana. Alguém vai lá, usa um isqueiro ou fósforo e pratica essa ação criminosa”, explicou Izídio.

Queimadas registradas às margens da BR-156, no Amapá Reprodução

Em uma das ocorrências mais recentes, uma área próxima à base aérea do município de Amapá foi atingida por um incêndio. Como a região não possui ocupação humana, os bombeiros consideram a possibilidade de que o fogo tenha sido provocado.

Você sabia? Uma portaria da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) suspendeu totalmente o uso do fogo no Amapá entre 1º de setembro e 30 de novembro de 2026. Durante o período, as autoridades ambientais orientam a população a não queimar lixo, terrenos, quintais ou áreas com vegetação seca.

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Em caso de fumaça na BR-156, o Corpo de Bombeiros orienta os motoristas a: Reduzir a velocidade;

Manter os faróis acesos; Fechar os vidros e ligar o ar-condicionado;

Não acelerar nem tentar atravessar áreas com fumaça densa sem visibilidade adequada. Operação Amapá Verde

A Operação Amapá Verde é realizada anualmente e integra as ações de proteção da Amazônia. O objetivo é reduzir os impactos das queimadas e dos focos de calor durante o período de estiagem.

As ações são desenvolvidas em três frentes: prevenção, combate e fiscalização. Desde o início de agosto, equipes atuam em municípios considerados mais vulneráveis às queimadas, entre eles Tartarugalzinho, Amapá, Calçoene, Mazagão, Laranjal do Jari, Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari, Itaubal, Porto Grande e Vitória do Jari.

A prioridade é dada às regiões do centro-norte do estado, onde historicamente há maior número de focos de incêndio. Além das ações de fiscalização e combate, equipes da Sema realizam atividades de educação ambiental nos 16 municípios do estado.

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Taisa Mendonça, a participação da população é fundamental para reduzir as queimadas. "Percorremos os 16 municípios com campanhas ambientais para sensibilizar a população e fazer um clamor para que ela venha colaborar com os órgãos de controle.

Além da educação ambiental, a gente também faz o monitoramento", disse. Operação Amapá Verde 2026

CBM/Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá

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Publicação Original G1 g1.globo.com
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