Estudantes da PUC-Rio, acompanhados por parlamentares aliados ao candidato Flávio Bolsonaro, reuniram-se na entrada do campus da Gávea, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira, para o ato político "A PUC também é nossa". A mobilização, que pretendia dar voz aos alunos que declaram apoio à candidatura bolsonarista no segundo turno e se dizem "cansados do PT", foi transferida para fora do campus depois que a universidade cancelou o evento e proibiu a realização deste e de qualquer outro evento político-partidário em suas dependências.
O próprio Flávio Bolsonaro já havia gravado um vídeo em apoio aos manifestantes antes da decisão da instituição. Como saiu aqui na coluna, a Vice-Reitoria Comunitária informou ter vetado todas as atividades partidárias no campus até o fim do período eleitoral.
De acordo com a nota, o objetivo da medida é zelar pela segurança e pela integridade física e moral da comunidade acadêmica, buscando preservar um ambiente de convivência respeitoso e pacífico diante da atual tensão política. A preocupação da reitoria se intensificou após manifestantes e grupos ligados ao PT também demonstrarem intenção de comparecer ao local, o que aumentou o risco de confrontos.
'A PUC também é nossa": Estudantes se manifestam na entrada da Universidade do Rio Diante do impasse, a ideia do reitor da PUC-Rio, o professor Anderson Antonio Pedroso, é apresentar aos dois lados a proposta de criar um espaço virtual para debate ou exposição de ideias por meio dos canais oficiais da universidade.
Com isso, a instituição busca demonstrar que, mesmo com a proibição de atos presenciais no campus, o debate democrático e o diálogo permanecem como os verdadeiros protagonistas no ambiente acadêmico
O Globo