Alopecia: o que o diagnóstico de Lili Reinhart revela sobre queda de cabelo

Alopecia: o que o diagnóstico de Lili Reinhart revela sobre queda de cabelo - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Conhecida pelo papel de Betty Cooper em "Riverdale", Lili Reinhart já falou publicamente sobre uma mudança que percebeu no próprio cabelo e que tinha relação com um período delicado de sua vida. A atriz revelou nas redes sociais que recebeu o diagnóstico de alopecia durante um episódio depressivo e chegou a compartilhar registros de uma terapia com luz vermelha no couro cabeludo. Antes de buscar atendimento, também contou ter percebido queda dos fios e coceira na região. Cabelo de deusa grega: coroas, tranças e coques ganham novas versões O frizz não precisa mais ser escondido: conheça a tendência do cabelo 'vivido' Transição capilar: o que acontece com o cabelo depois de anos de alisamento O relato chama atenção para uma dúvida comum quando o assunto é cabelo: afinal, o que significa ter alopecia? Embora o termo seja muitas vezes associado à calvície, ele é usado de forma mais ampla para descrever a perda de cabelo. Existem diferentes tipos e motivos para essa mudança, e nem toda queda indica o mesmo problema. Segundo Alberto Correia, médico especialista em transplante capilar, um dos principais cuidados é não presumir que toda alteração nos fios tenha a mesma origem. "Quando falamos em alopecia, estamos falando de um universo de condições. A queda pode estar relacionada a fatores genéticos, hormonais, inflamatórios, autoimunes e até a acontecimentos que provocam alterações importantes no organismo. Por isso, perceber uma queda acentuada ou áreas de rarefação não significa automaticamente que aquela pessoa esteja desenvolvendo calvície. O diagnóstico correto é o que vai determinar a melhor estratégia de tratamento", explica Alberto. Estresse pode fazer o cabelo cair O fato de Lili ter associado o diagnóstico a um período de depressão também traz outra questão para a conversa: a relação entre momentos de estresse e mudanças percebidas no cabelo. Fases de grande desgaste físico ou emocional podem, de fato, ser acompanhadas por uma queda mais intensa, mas isso não significa que o estresse seja responsável por todos os casos de alopecia. Alan Wells, médico especialista em transplante capilar, explica que algumas alterações no ciclo dos fios podem aparecer depois de um período de estresse, inclusive quando a situação que desencadeou o processo já passou. "Um período de estresse intenso pode repercutir no ciclo capilar e levar a uma queda que se torna perceptível algum tempo depois. O problema é que muitas pessoas atribuem imediatamente qualquer queda ao emocional e deixam de investigar outras possibilidades. Alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças do couro cabeludo e diferentes formas de alopecia também precisam ser consideradas", afirma. Alopecia significa indicação de transplante? Não necessariamente. A perda de cabelo pode ter diferentes manifestações e, dependendo do que está por trás dela, o cuidado pode envolver outras formas de tratamento. Por isso, identificar o tipo de alopecia é uma etapa importante antes de pensar em qualquer procedimento. "Transplante capilar não é tratamento universal para queda de cabelo. Antes de pensar em cirurgia, precisamos entender se existe uma doença ativa, qual é o padrão da perda e se aquela paciente realmente possui indicação. Em determinadas alopecias, a prioridade é controlar a causa. Indicar um procedimento sem essa investigação pode gerar expectativa inadequada e não resolver o problema principal", destaca Alberto. Quando observar os fios Algumas mudanças podem ser percebidas no dia a dia. Uma quantidade maior de fios no banho, no travesseiro ou na escova, a redução do volume ou o surgimento de áreas mais ralas, quando persistem, podem indicar que algo mudou. "Existe uma diferença entre a renovação natural dos fios e uma queda que modifica a densidade do cabelo. Quando a pessoa percebe que o volume está diminuindo, surgem falhas ou a queda se mantém de maneira intensa, vale investigar. Quanto mais cedo entendemos a causa, maiores são as possibilidades de definir uma estratégia adequada e, principalmente, evitar que o paciente perca tempo tentando soluções que não correspondem ao diagnóstico", finaliza Alan.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo