Aliados de Flávio Dino defendem saída do STF para disputar sucessão de Lula em 2030

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma disputa antecipada sobre quem poderá representar o campo governista nas eleições presidenciais de 2030. Nesse cenário, aliados do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), passaram a defender que ele deixe a Corte e retorne à política para disputar a Presidência da República.

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, pessoas próximas a Dino avaliam que o magistrado reúne experiência administrativa, trajetória eleitoral e projeção nacional suficientes para se apresentar como sucessor de Lula, que estará impedido constitucionalmente de disputar um terceiro mandato consecutivo.

A avaliação desse grupo é que o PT não dispõe, atualmente, de uma liderança com o mesmo peso político de Dino para assumir o protagonismo da sucessão presidencial. Por isso, seus aliados consideram que o ministro poderia deixar o Supremo nas proximidades de 2030, retomando a carreira política para tentar viabilizar uma candidatura ao Palácio do Planalto.

A possibilidade, entretanto, encontra obstáculos dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. Setores da legenda resistem à ideia de apoiar um nome externo aos seus quadros e defendem que a sucessão de Lula seja conduzida por uma liderança petista.

Entre os políticos apontados como possíveis candidatos estão o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Ambos são considerados por integrantes do partido alternativas para a disputa presidencial de 2030.

Trajetória política fortalece nome de Dino Os defensores de uma eventual candidatura de Flávio Dino destacam que o ministro já realizou anteriormente uma transição da magistratura para a política eleitoral.

Em 2006, Dino deixou a carreira de juiz federal para ingressar na vida partidária. Naquele ano, foi eleito deputado federal pelo Maranhão, iniciando uma trajetória que posteriormente o levaria ao comando do governo estadual e ao Senado.

O atual ministro do STF conquistou duas eleições para governador do Maranhão, em 2014 e 2018. Em 2022, foi eleito senador pelo estado, consolidando sua posição como uma das principais lideranças políticas da esquerda brasileira.

Antes de assumir uma cadeira no Supremo, Dino também integrou o governo Lula como ministro da Justiça e Segurança Pública, cargo que ampliou sua exposição nacional e sua participação nas principais discussões políticas do país. Em fevereiro de 2024, deixou o Executivo para assumir uma vaga no STF, após ser indicado pelo presidente Lula e ter seu nome aprovado pelo Senado Federal.

Na ocasião, sua chegada ao tribunal foi interpretada por setores do PT como uma maneira de afastar da disputa política uma liderança que poderia representar uma alternativa à hegemonia petista no campo progressista. Agora, com a impossibilidade de Lula disputar novamente a Presidência em 2030, aliados do magistrado enxergam uma oportunidade para seu retorno à política eleitoral.

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