Aliados de Adjuto veem no jantar com Omar mostra força para disputar ALE-AM

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Aliados do deputado estadual Adjuto Afonso (União Brasil), atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), avaliam que o jantar oferecido ao governador eleito Omar Aziz (PSD), na noite desta quinta-feira (29), foi uma demonstração da capacidade de articulação política do parlamentar.

Ele pretende continuar no comando da Casa na próxima legislatura. Essa é a leitura que circulou entre integrantes do grupo político de Adjuto, para quem o encontro reuniu diferentes forças partidárias e evidenciou a capacidade do presidente de manter diálogo com deputados que estiveram em campos opostos durante a campanha eleitoral.

Os aliados destacam que o jantar contou com a presença de grande parte dos deputados eleitos, reeleitos e daqueles que não conseguiram renovar seus mandatos. Segundo essa avaliação, as ausências foram pontuais, algumas justificadas por compromissos anteriores e outras de parlamentares ligados à oposição.

Fazendo conta Nos cálculos apresentados por integrantes desse grupo, Adjuto também teria uma vantagem numérica na disputa pela presidência da Assembleia: o apoio potencial de 13 dos 24 deputados da futura legislatura.

A estimativa considera as bancadas da federação União Progressista, Avante, Podemos e PL. Não se trata, porém, de votos formalmente declarados, mas de uma projeção feita pelos aliados do presidente da ALE-AM.

Articulação começou no segundo turno Os aliados de Adjuto lembram que o jantar desta quinta-feira não foi sua primeira iniciativa para reunir deputados em torno de Omar Aziz.

Logo depois do primeiro turno das eleições, foi Adjuto quem tomou a iniciativa de organizar, no Diamond Convention Center, em Manaus, um encontro de parlamentares para declarar apoio à candidatura de Omar no segundo turno. O movimento ocorreu num momento decisivo da campanha, quando o então candidato buscava ampliar sua base política para enfrentar Maria do Carmo (PL).

Na avaliação dos aliados, os dois encontros demonstram a capacidade de Adjuto de construir entendimentos com deputados de diferentes partidos, inclusive entre aqueles que estiveram em campos políticos opostos durante a eleição. Esse histórico de articulação é apresentado pelo grupo como um dos argumentos em favor da permanência do parlamentar na presidência da Assembleia.

A matemática dos 13 votos O segundo argumento dos aliados de Adjuto é numérico.

Eles trabalham com a hipótese de que Omar Aziz mantenha a posição manifestada nesta quinta-feira de não interferir na escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa. Nesse cenário, sustentam que Adjuto já teria uma base de apoio suficiente para alcançar a maioria absoluta da Casa.

A conta apresentada por eles considera quatro grupos partidários da futura legislatura: Partido ou federaçãoDeputados eleitosUnião Progressista (União Brasil e PP)5Avante3Podemos2PL3Total estimado13

Como a Assembleia Legislativa tem 24 deputados, são necessários 13 votos para formar maioria absoluta. Pelos cálculos dos apoiadores, portanto, Adjuto já reuniria numericamente os votos necessários para conquistar a presidência da Casa.

A projeção, entretanto, depende da confirmação dos apoios individuais. A composição das bancadas, por si só, não significa que todos os parlamentares votarão no mesmo candidato.

Aliados apostam em novos apoios Os aliados também afirmam que Adjuto mantém interlocução com parlamentares de outras legendas e poderá ampliar sua base de apoio nas próximas semanas.

Entre os argumentos apresentados nos bastidores está a relação construída pelo presidente da Assembleia com diferentes grupos políticos ao longo de seus mandatos. Para esse grupo, a continuidade de Adjuto no comando do Legislativo representaria uma alternativa de estabilidade institucional e diálogo com o futuro governo.

Essa avaliação, contudo, faz parte das articulações de seus apoiadores e ainda será submetida à disputa política entre os deputados que pretendem concorrer à presidência da Casa. Omar deixa discussão para depois

A eleição da Mesa Diretora não foi discutida durante o jantar desta quinta-feira. Em conversa com o BNC Amazonas, Omar Aziz afirmou que o encontro teve como objetivo agradecer o apoio recebido dos parlamentares durante a campanha eleitoral.

Questionado diretamente se havia tratado da presidência da Assembleia, respondeu: “Não, não.

Zero. Só agradeci o apoio de todo mundo, a ajuda que me deram.

Foi isso”. Um dos deputados presentes informou ao BNC que as conversas sobre a eleição da Mesa Diretora deverão ocorrer somente depois de 15 de novembro.

O governador eleito também manifestou a intenção de não interferir diretamente na escolha do próximo presidente da Assembleia. É justamente nessa posição de Omar que os aliados de Adjuto sustentam parte de seus cálculos.

Para eles, uma disputa conduzida pelos próprios deputados, sem a interferência do futuro chefe do Executivo, permitiria ao atual presidente trabalhar com os apoios que afirma ter construído. Até lá, a sucessão continuará movimentando os bastidores da Assembleia.

No caso de Adjuto Afonso, seus aliados apontam dois elementos que consideram importantes para a disputa: a capacidade de reunir diferentes forças políticas, demonstrada, segundo eles, no jantar desta quinta-feira, e a projeção de uma base de 13 deputados. Leia mais

Omar Aziz deixa eleição da presidência da Assembleia para depois de 15 de novembro Foto: BNC Amazonas

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