Número 1 do mundo a partir desta segunda-feira (2), pela primeira vez na carreira, aos 29 anos, o alemão Alexander Zverev afirmou que vive agora "uma emoção diferente" da que sentiu na conquista de seu primeiro título de Grand Slam, em junho, quando foi campeão de Roland Garros.
"Quando ganhei meu primeiro Grand Slam, foi um tipo de emoção diferente, porque eu pensava que talvez nunca conseguiria", explicou Zverev em entrevista coletiva antes do Masters 1000 de Paris. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
"Vivi muitas desilusões, momentos difíceis, derrotas em finais. Foi uma sensação diferente a de finalmente conseguir.
Foi o maior alívio que já senti na minha carreira", acrescentou. Sua chegada ao topo do ranking da ATP foi comemorada nesta segunda-feira com uma cerimônia de cerca de dez minutos na quadra central da Plenitude Arena, nos arredores da capital francesa.
"Para se tornar número 1 do mundo, é preciso fazer a melhor temporada possível durante um ano inteiro, é uma sensação completamente diferente. Depois de um Grand Slam, a semana termina e você sabe que ganhou, que pode comemorar.
Agora tenho a impressão de que preciso continuar trabalhando a cada dia" para seguir no topo, comparou. "Em Viena, garanti o posto de número 1, mas tive que jogar no dia seguinte e também um dia depois.
Aqui também tenho que jogar dentro de dois dias, então não vou comemorar demais. Acho que o momento de comemorar será depois da Copa Davis", cuja fase final será disputada de 24 a 29 de novembro, avaliou o alemão.
Depois de chegar ao topo ao final de uma temporada na qual Jannik Sinner (cinco vezes campeão de Grand Slam) e Carlos Alcaraz (quatro títulos de Major) passaram vários meses longe das quadras devido a lesões, Zverev disse que está "ansioso" para enfrentar os dois tenistas que dominaram o circuito nos últimos anos "em plena forma".
Durante a cerimônia, ele recebeu o troféu de número 1 do mundo das mãos do presidente da ATP, Andrea Gaudenzi, e do diretor do Masters 1000 de Paris, Cédric Pioline. Zverev recebeu depois, em um vídeo, os parabéns de oito antigos reis do circuito: Rafael Nadal, Jannik Sinner, Pete Sampras, Jim Courier, Jimmy Connors, Thomas Muster, Juan Carlos Ferrero e o brasileiro Gustavo Kuerten.
"É muito especial comemorar aqui, em Paris, a posição de número 1 do mundo", avaliou Zverev, que rompeu os ligamentos do tornozelo direito na semifinal de Roland Garros em 2022, contra Nadal, antes de conquistar seu primeiro grande troféu na capital francesa quatro anos mais tarde.
Folha de Pernambuco