Alessandro Vieira denuncia “mega-acordão” por impunidade e recusa voto em Davi Alcolumbre

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que não apoiará a candidatura de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado. Em forte crítica à articulação em curso, o parlamentar afirmou que a recondução de Alcolumbre é a peça fundamental de um “mega-acordão para abafar simultaneamente todos os escândalos que atingem poderosos nos três poderes”, com o compromisso claro de barrar a instalação de CPIs e processos de impeachment.

Segundo Vieira, enquanto a atenção da mídia e da sociedade em Brasília se concentra em eventos como a fuga de um candidato derrotado e a festa de aniversário do vencedor, a organização desse pacto avança de forma “célere e discreta”, sendo, na visão dele, o evento mais importante para o futuro do Brasil no momento.

Diante desse cenário, o senador revelou que já comunicou sua decisão diretamente ao candidato do União Brasil: “A minha posição é pública e foi comunicada serenamente ao próprio Davi: não conte com o meu voto”. O parlamentar também aproveitou para cobrar coerência de seus pares no pleito marcado para 1º de fevereiro de 2027, destacando que será interessante observar o comportamento dos senadores, “especialmente aqueles eleitos com compromissos efusivos de combate à corrupção e investigação de ministros do STF”.

Apesar de concordar com a urgência de uma pacificação nacional, Vieira ressaltou que ela “não pode ser construída com base em impunidade e cinismo”. Para o senador, esse modelo ignora a vontade amplamente manifestada pela sociedade brasileira, “que não suporta mais tanta desconexão entre suas necessidades reais e as vontades de uma elite corrompida”.

Articulação de candidatura alternativa – Como contraponto, Alessandro Vieira anunciou que vai se integrar aos esforços para construir uma candidatura capaz de vencer a presidência da Casa, baseada em três premissas claras: Reconhecimento do cenário político: O entendimento de que a eleição no Senado não representa um “terceiro turno”, reconhecendo que as eleições presidenciais acabaram e Luiz Inácio Lula da Silva venceu;

Foco ético: A definição de que a transparência e o combate à impunidade devem ser os eixos centrais da gestão; Agenda estrutural: A urgência de o Senado formular soluções legislativas que garantam estabilidade fiscal, eleições mais baratas e justas, combate ao crime organizado e o resgate da credibilidade da Justiça.

Vieira pontuou que já existem diversos bons projetos tramitando na Casa que caminham nessa direção, faltando apenas “liderança e vontade política” para levá-los adiante. O senador finalizou sua manifestação afirmando que a transformação política exige esforço coletivo e imediato.

“A mudança que tantos desejam não vai cair do céu ou chegar pelas mãos de um salvador da Pátria. Vai chegar pelo trabalho de muita gente, começando agora”, concluiu.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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