A cantora Carla Bruni voltou a falar abertamente sobre sua relação com o álcool e o tabaco. Segundo a artista, essas substâncias funcionavam no passado como mecanismos de defesa para lidar com emoções e dores difíceis de enfrentar.
O depoimento integra a obra “Merci pour le non”, lançada no dia 21 de outubro pela editora Éditions du Rocher e escrita pela atriz Elisa Tovati. O livro reúne relatos de diversas personalidades sobre momentos de virada e decisões drásticas que transformaram suas trajetórias de vida.
Durante sua participação no projeto literário, a ex-primeira-dama francesa detalhou como utilizava os vícios para amortecer sentimentos complexos. “Por muito tempo, meu vício em tabaco e álcool foi um verdadeiro apoio para mim.
Eles me permitiam anestesiar certas emoções, certas dores, e me manter em movimento”, confessou. Atualmente, ela mantém a sobriedade inspirando-se em princípios dos Alcoólicos Anônimos, embora ressalte que nunca frequentou os encontros do grupo.
“O único tratamento real para o vício é a abstinência e a sobriedade”, concluiu. O ator Fábio Assunção é outro exemplo de superação, mantendo-se distante das bebidas há mais de cinco anos após enfrentar um longo histórico de embates contra a dependência.
Em uma entrevista concedida à revista GQ em 2020, ele destacou os perigos associados às bebidas lícitas. “Eu não acordava bebendo, nunca bebi no trabalho, mas achei em um determinado momento que o álcool podia ser uma alternativa mais leve, mas é a droga mais pesada que conheci.
Muita coisa acontece: acidente, violência doméstica, agressão verbal, arrogância”, declarou. Na mesma linha, o ator Matheus Nachtergaele revelou à revista Veja que está há mais de uma década sem consumir substâncias alcoólicas, definindo o hábito como incompatível com sua qualidade de vida.
“Não bebo há 10 anos, considero o álcool uma ameaça ao meu bem viver. Mas bebi durante muitos anos com bastante alegria e tenho memórias maravilhosas de muitos porres homéricos… Achei bom que estivesse transitando com alguma liberdade, mesmo com as proibições da fama.
Não me encastelei. Poderia fazer a mesma coisa encasteladinho, ninguém saberia.
Estava fazendo o que todo mundo faz, só que era eu”, ponderou o artista.
Brasil Perfil