Além da velocidade: mulheres mostram habilidade no volante em campeonatos de drift
Mulher no volante, talento constante. É o que é possível testemunhar nos campeonatos de drift: a modalidade, que consiste em conduzir os carros de lado, em alta velocidade, mantendo o controle absoluto do veículo enquanto executam curvas com precisão, tem cada vez mais mulheres marcando presença nos campeonatos.
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No drift, os pilotos são avaliados por critérios como ângulo, velocidade, trajetória e proximidade entre os carros durante as batalhas em dupla. O Drift Rio 4, realizado no último fim de semana no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, registrou recorde de mulheres na disputa. Ao todo, seis pilotas participaram da competição — o maior número já registrado em eventos da categoria no estado.
Conhecida pela combinação entre precisão e adrenalina, a modalidade vem atraindo mulheres que enxergam no esporte não apenas uma competição, mas também uma forma de expressão, liberdade e quebra de padrões dentro do automobilismo.
Uma das representantes desse movimento é a piloto Dani Fontenelle, de 36 anos. Atriz, DJ e piloto de kart, ela entrou para o drift em 2025, após participar de um curso da modalidade, e atualmente compete com o “Chevette Queen”, projeto criado para unir performance e experiência para o público.
— Pra mim, ver cada vez mais mulheres ocupando espaço no drift representa muito mais do que pilotar um carro. Representa coragem, quebra de padrões e a prova de que nós podemos estar onde quisermos, inclusive em ambientes que durante muitos anos foram vistos como exclusivamente masculinos — afirma Dani.
Segundo ela, o aumento da participação feminina ajuda a ampliar a representatividade dentro do esporte e inspira novas gerações.
— O automobilismo sempre foi um universo desafiador para as mulheres, mas hoje estamos mostrando que temos talento, dedicação, técnica e paixão para fazer parte disso de forma protagonista. E o mais bonito é perceber que, quando uma mulher entra na pista, ela acaba inspirando muitas outras a acreditarem que também podem — destaca. — Acredito que quanto mais mulheres ocuparem espaços como o drift, o automobilismo, a música, os esportes e tantos outros setores antes dominados por homens, mais natural isso vai se tornar para as próximas gerações. E isso é poderoso demais — completa.
A piloto Karine Suliman, de 28 anos, também vê o drift como um espaço de afirmação pessoal e liberdade.
— Sou mulher, esposa, trabalhadora e daquelas que põem a mão na massa sem medo. Mas é na pista que eu encontro a minha verdadeira liberdade — afirma. — É ali, segurando o volante, sentindo a máquina responder nas minhas mãos, que eu consigo liberar toda a minha energia, silenciar o mundo e me sentir completamente viva.
Karine diz que competir em um ambiente ainda visto como masculino fortaleceu sua autoconfiança.
— Fazendo algo que muitos ainda enxergam como “masculino”, eu descobri a minha força, a minha coragem e a minha identidade. Porque paixão, talento e determinação não têm gênero. E se eu entro na pista para dar o meu melhor, não é só por mim. É também para que outras mulheres olhem e entendam que elas podem ocupar qualquer espaço que desejarem, inclusive aquele que disseram que não era para elas — conclui.
Além das disputas, o Drift Rio 4 reuniu exposições de carros esportivos, modificados e off-road, encontro de motoclubes, área de som automotivo, shows, DJs, food trucks, tirolesa, espaço kids, visita aos boxes e experiências de “carona radical” ao lado de pilotos.
A competição contou ainda com nomes conhecidos da modalidade, como Felipe Medeiros, Sérgio Hanazono, Lucas Hanazono e Guilherme Facca, além de convidados dos Estados Unidos, referência mundial no drift ao lado do Japão.
