247 – O presidente Lula (PT) convidou os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para integrarem a delegação brasileira em suas próximas agendas internacionais pela Turquia e Filipinas, agendadas para o mês de novembro.
O gesto de aproximação ocorreu durante um encontro no Palácio da Alvorada em 26 de outubro, um dia após a vitória de Lula nas eleições presidenciais, relata Igor Gadelha, no Metrópoles. A primeira parada da missão presidencial será em Ancara, na Turquia, onde Lula participará da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31) nos dias 11 e 12 de novembro.
Na sequência, a comitiva deve embarcar para as Filipinas a fim de acompanhar os trabalhos da Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), programada para os dias 14 e 15 do mesmo mês. Em conversas com interlocutores, o comandante da Câmara indicou que ainda analisa a viabilidade de aceitar o convite para a rodada dupla de compromissos no exterior.
A ponderação ocorre no momento em que tanto Motta quanto Alcolumbre concentram esforços nas campanhas para renovar seus respectivos mandatos no comando das Casas Legislativas, em eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027. O evento de governança ambiental na Turquia também contará com a presença da ex-ministra do Meio Ambiente e atual deputada federal Marina Silva (Rede-SP).
A parlamentar viajará no final desta semana sob a chancela oficial da Câmara dos Deputados, mas existe a expectativa de que ela seja formalmente incorporada à equipe do Planalto a partir do dia 10, caso receba o convite de Lula. Figura de projeção global nos debates climáticos da Organização das Nações Unidas, a ex-ministra — derrotada na disputa pelo Senado paulista — é apontada nos bastidores como alternativa para assumir novamente o Ministério do Meio Ambiente em uma eventual terceira passagem pela pasta durante o quarto mandato do presidente, embora ainda não existam ações concretas de Lula nessa direção.
O arranjo ministerial para o setor ambiental também considera a manutenção do atual titular, João Paulo Capobianco, ou a escolha de um nome com assento no Congresso Nacional para fortalecer a composição da base aliada do Executivo.
Brasil 247