Alckmin aposta na virada de Lula e destaca mobilização popular: “Está virando”

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), demonstrou confiança em uma virada eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela reeleição. Ao comentar a mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes sociais, Alckmin afirmou que o movimento em torno da candidatura petista ganhou força e manifestou otimismo em relação ao resultado das urnas.

Questionado diretamente sobre a possibilidade de Lula reverter o cenário eleitoral, o vice-presidente respondeu: “Acreditamos, estamos chegando lá, está virando. Nunca vi uma manifestação tão grande, tão forte, nas ruas, nas redes.

Vai vencer a democracia”. A declaração reforça o discurso de confiança na recuperação eleitoral de Lula e destaca a participação popular como um dos principais elementos da reta final da campanha.

Para Alckmin, a intensidade da mobilização representa um sinal de que a disputa está mudando de direção. A manifestação de Alckmin ocorre em meio a uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do Brasil.

Lula enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno deste domingo (25), depois de terminar a primeira etapa da eleição na segunda colocação, com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% do adversário. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, segundo os resultados do primeiro turno.

Desde então, a campanha pela reeleição passou por mudanças na estratégia política e de comunicação, enquanto movimentos de apoio ao presidente ampliaram sua presença nas ruas e nas plataformas digitais. Segundo reportagem do UOL publicada neste domingo, a reação petista incluiu o fortalecimento de alianças, a reorganização da comunicação eleitoral e uma participação mais intensa de militantes e influenciadores nas redes sociais.

Mobilização nas ruas impulsiona campanha de Lula Um dos principais fatores da reação eleitoral de Lula foi o crescimento das manifestações organizadas por apoiadores em diferentes regiões do país.

Parte desses atos surgiu de iniciativas independentes, envolvendo estudantes, movimentos sociais, grupos culturais e cidadãos mobilizados pelas redes sociais. De acordo com reportagem da agência Reuters publicada em 9 de outubro, manifestações começaram a ganhar força poucos dias depois do primeiro turno, mesmo antes de a campanha petista estabelecer uma orientação centralizada para as atividades.

Estudantes realizaram protestos em diferentes estados, enquanto organizações juvenis e grupos de fãs de artistas passaram a convocar mobilizações em defesa da reeleição do presidente. O movimento se intensificou ao longo das semanas seguintes.

Em 11 de outubro, Lula participou de uma grande manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, enquanto atos semelhantes ocorreram no Rio de Janeiro e em dezenas de outras cidades. Na reta final, a mobilização voltou a ganhar destaque.

No sábado (24), véspera da votação, Lula participou de um ato na Avenida Paulista acompanhado de Alckmin, da primeira-dama Janja e de aliados políticos. A manifestação ocupou uma extensa área da avenida, reunindo apoiadores que carregavam bandeiras, cartazes e símbolos associados à campanha petista.

O crescimento dessas manifestações ajuda a explicar a avaliação otimista do vice-presidente. A aposta de Alckmin é que a mobilização popular possa se traduzir em votos suficientes para superar a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

Campanha de Lula ganha força nas redes sociais A reação eleitoral também passou pela comunicação digital.

Após o primeiro turno, apoiadores do presidente ampliaram a organização de campanhas virtuais, buscando disputar um espaço no qual o bolsonarismo havia demonstrado força. Um dos principais instrumentos dessa mobilização foi o canal de WhatsApp denominado “Exército do Lula”, impulsionado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo cresceu de aproximadamente 50 mil integrantes para mais de 10,8 milhões durante o segundo turno. A campanha petista também registrou uma recuperação no Índice de Popularidade Digital da Quaest, ultrapassando Flávio Bolsonaro no indicador.

A mudança representou um avanço da presença digital do presidente, embora o desempenho nas plataformas não permita, isoladamente, prever o comportamento dos eleitores nas urnas. O avanço nas redes e a mobilização presencial passaram a funcionar de maneira complementar, com manifestações organizadas pela internet e conteúdos produzidos durante os atos sendo compartilhados por apoiadores.

Pesquisas mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro Apesar da confiança demonstrada por Alckmin, os levantamentos divulgados na reta final indicam uma eleição indefinida.

A pesquisa Datafolha divulgada na véspera do segundo turno apontou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O instituto ouviu 4.050 eleitores em 124 municípios nos dias 23 e 24 de outubro. Nos votos totais, Flávio registrou 48% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 47%.

Outros 3% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto, e 2% permaneceram indecisos. O cenário mantém aberta a possibilidade de uma virada do presidente, mas também evidencia a dificuldade da disputa.

A capacidade de mobilização dos eleitores, especialmente daqueles que ainda poderiam deixar de comparecer às urnas, tornou-se um dos fatores relevantes para o desfecho da eleição. Lula também destaca participação popular

A avaliação de Alckmin encontra respaldo no discurso adotado pelo próprio presidente durante a votação deste domingo. Após votar em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Lula agradeceu às pessoas que participaram das manifestações em apoio à sua candidatura e destacou o caráter espontâneo de parte da mobilização.

“O que fizemos no segundo turno não foi por partido, sindicato, igreja, não fui eu nem o Alckmin: o povo foi para a rua para defender suas conquistas. Se cada um aprender a respeitar o direito do outro, a gente exerce a democracia em sua plenitude”, declarou o presidente, segundo a Band.

Lula também afirmou que a participação popular foi uma das características mais marcantes da campanha e associou as manifestações à defesa das instituições democráticas. “Por Deus do céu, eu nunca vi tanta mulher, tanto homem e jovem clamando por democracia e liberdade”, acrescentou.

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