Centro de reabilitação usa fantoches para alimentar filhotes órfãos de coruja

Centro de reabilitação usa fantoches para alimentar filhotes órfãos de coruja - Foto
Fonte da notícia: D24am D24am

Pará – Quatro filhotes resgatados de coruja-suindara, espécie popularmente conhecida como “rasga-mortalha”, estão em processo de reabilitação no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Selvagens da Universidade Federal Rural da Amazônia (Cetras/UFRA), em Belém. (Foto: Reprodução Instagram @cetrasufra)

Eles foram encontrados dentro de uma sacola plástica em Benevides, na Região Metropolitana da capital paraense. O caso chamou a atenção não apenas pelo resgate das aves, mas também pelo método utilizado pelos especialistas para garantir que os animais possam retornar à natureza sem desenvolver dependência dos seres humanos.

No centro de reabilitação, os filhotes recebem cuidados por meio de um protocolo conhecido como “anti-imprinting”. A técnica tem como objetivo impedir que animais silvestres associem sua sobrevivência aos seres humanos, preservando seus comportamentos naturais.

Durante a alimentação, os cuidadores cobrem completamente o corpo e o rosto com roupas e máscaras para ocultar a aparência humana e utilizam um fantoche em formato de coruja para simular a presença da mãe durante a alimentação dos filhotes. De acordo com os especialistas, o manejo anti-imprinting é fundamental para garantir que os animais mantenham seus instintos naturais e possam ser reintegrados ao ambiente selvagem com sucesso.

O objetivo é evitar que os filhotes criem vínculos afetivos, de dependência ou até mesmo de identificação com seres humanos. A coruja-suindara desempenha papel importante nos ecossistemas, sendo considerada uma das controladoras biológicas mais eficientes da natureza.

A espécie se alimenta principalmente de roedores, insetos e morcegos, contribuindo diretamente para o controle natural de pragas. Os profissionais responsáveis pelo tratamento informaram que os quatro filhotes ainda precisarão passar por várias semanas de acompanhamento antes de estarem aptos para uma possível soltura.

A expectativa da equipe é que, após completarem seu desenvolvimento e demonstrarem independência, as aves possam retornar à natureza em segurança. Veja vídeo

Publicação Original D24am d24am.com
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