Alasca tem eleição para senador indefinida em meio a polêmica de candidatos com o mesmo nome; entenda

Alasca tem eleição para senador indefinida em meio a polêmica de candidatos com o mesmo nome; entenda - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que 'não há solução justa' a não ser atribuir ao senador republicano Dan Sullivan os votos obtidos por seus oponentes. Após sua derrota eleitoral no país, ele publicou na rede social Truth Social enquanto a contagem de votos para a vaga no Senado ainda está em andamento no Alasca, declarou que os votos atribuídos ao desafiante Dan J.

Sullivan deveriam ser atribuídos ao senador Dan Sullivan, em uma disputa acirrada com resultado incerto. 'O total de votos do 'falso' Dan Sullivan, juntamente com os do outro candidato 'inútil' colocado pelos democratas na cédula, devem ser imediatamente atribuídos ao 'verdadeiro' Dan Sullivan: então a eleição terminaria e ele venceria facilmente', escreveu Trump na publicação.

O partido republicano levou o caso a Justiça dizendo que os democratas colocaram um candidato laranja para roubar votos. Isso pode acontecer graças ao sistema de votação por ordem de preferência do Alasca, que estipula que, se nenhum dos quatro candidatos obtiver maioria absoluta no primeiro turno, um segundo turno imediato é realizado com base na ordem de preferência expressa pelos eleitores para os quatro candidatos.

O candidato com menos votos é eliminado, e as preferências daqueles que o indicaram como primeira opção são redistribuídas para o candidato indicado como segunda opção. Os votos obtidos pelo desafiante Dan Sullivan podem acabar sendo atribuídos ao senador incumbente Dan Sullivan, dependendo de como os eleitores classificaram os vários candidatos.

A democrata Mary Peltola disputa contra o republicano Dan Sullivan nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos pelo Alaska. AFP

Atualmente, com 75% dos votos apurados, a senadora democrata Mary Peltola lidera a disputa com 48,2% contra 47,9% do senador republicano incumbente, uma vantagem de pouco mais de 600 votos. O homônimo do republicano recebeu, até agora, 3,6 mil votos.

Pouco antes da eleição, um juiz rejeitou uma ação judicial movida pelo governo Trump que buscava atrasar a certificação dos resultados na crucial disputa para o Senado no Alasca, caso o senador republicano em exercício perdesse. O processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA argumentava que ter dois candidatos com o nome Dan Sullivan na cédula eleitoral poderia causar "confusão entre os eleitores" e desviar o apoio do republicano Dan S.

Sullivan, que já ocupava o cargo. O juiz decidiu que o governo federal não tem autoridade para obrigar o Alasca a segregar e investigar quaisquer votos na disputa a três entre Sullivan, Daniel J.

Sullivan e a democrata Mary Peltola. Daniel J.

Sullivan, o candidato pouco conhecido que concorre sem filiação partidária, havia declarado anteriormente ao The New York Times que já votou tanto em candidatos democratas quanto republicanos. O senador Dan S.

Sullivan, republicano e atual ocupante do cargo, e seus aliados acusaram os democratas de tentarem confundir os eleitores. Semanas antes das midterms, surgiu uma controvérsia quando o jornal The New York Times noticiou que democratas da equipe de Peltola trabalharam com pessoas que tentaram recrutar candidatos para dividir os votos na corrida para o Senado.

Peltola negou ter conhecimento de qualquer suposto "esquema" que levou à candidatura de dois Dan Sullivans na disputa. Duas vagas do Senado continuam indefinidas após as eleições de meio de mandato nos EUA

Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados Pixabay

Duas vagas do Senado americano continuam indefinidas após as eleições de meio de mandato. No Mississippi, com 96% dos votos apurados, a diferença entre os candidatos é de apenas 1.138 votos.

Cerca de 3,6 mil cédulas enviadas pelo correio ainda não chegaram aos locais de contagem. No Alasca, a apuração também segue aberta e pode demorar até duas semanas.

O Partido Democrata já conquistou o controle da Câmara e do Senado e a apuração restante não altera qual partido terá a maioria no Congresso. É a primeira vez em 20 anos que um presidente americano perde a maioria nas duas Casas durante o mandato.

No Senado, os democratas conquistaram 54 cadeiras, contra 44 dos republicanos. Na Câmara, são 240 vagas democratas e 147 sete republicanas, com 48 ainda em apuração.

Os democratas vão governar a maioria dos estados americanos pela primeira vez em 16 anos. O partido de oposição conquistou pelo menos 28 governos estaduais.

Entre os dez estados mais populosos do país, apenas a Flórida será administrada por um republicano. A eleição de meio de mandato também teve o recorde de governadoras e a Câmara pode registrar a maior presença feminina da história.

Até agora, são 17 Estados com uma representante mulher a partir de 2027, 34% do total. E o número pode subir com os Estados ainda em disputa.

O presidente Donald Trump admitiu que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota, mas afirmou que tomaria novamente as mesmas decisões. Após o resultado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, que é republicano, anunciou que vai deixar o cargo antes da posse dos novos parlamentares, prevista para janeiro.

O democrata Hakeem Jeffries é um dos nomes cotados para assumir o posto.

Publicação Original CBN cbn.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →