Ajuste de Milei deixa economia argentina entre as quatro piores quedas em 30 anos

Ajuste de Milei deixa economia argentina entre as quatro piores quedas em 30 anos - Foto
Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

A economia argentina acumulou queda de 3,9% entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, uma das quatro piores evoluções para os primeiros oito meses do ano desde 1993. O dado consta de informe da Gerência de Estudos Econômicos do Banco Provincia, divulgado nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, no nono mês do governo Javier Milei.

O retrocesso só encontra antecedentes mais profundos em três episódios: a crise do Tequila, em 1995, quando a atividade caiu 6,9%; o colapso da convertibilidade, em 2001, com queda de 7,4%; e a pandemia de 2020, com recuo de 8%. A comparação é incômoda para o governo porque, desta vez, não há crise bancária generalizada, ruptura do regime monetário nem restrições sanitárias.

Em julho, a atividade recuou 2,8% e agosto mal compensou a perda, com alta de apenas 0,1%. O informe do Banco Provincia também descarta recuperação rápida: nos ciclos anteriores, exceto 2001, a economia recuperou parte do terreno no fim do ano, como em 1995, quando avançou 1,6% entre agosto e dezembro, e em 2020, com retomada de 6,4%.

Para 2026, esse comportamento está longe de estar garantido. Do total de 16 ramos da atividade econômica, só três superaram o nível de dezembro de 2025: mineração e pedreiras, com alta de 7,6%, hotéis e restaurantes, com 1,7%, e serviços sociais e de saúde, com 0,7%.

Juntos, representam menos de 10% da economia. O restante do aparato produtivo, equivalente a 90% da atividade e 88% do emprego assalariado privado registrado, segue abaixo do fechamento do ano passado.

Indústria de transformação acumula contração de 3,2%, construção recua 4% e comércio perde 4,8%. Os três setores explicam 35% do produto e concentram 45% do emprego privado formal.

A expansão vem do lado extrativo: a mineração cresceu 6% no ano, puxada por produção petrolífera que aumentou mais de 15% em termos interanuais, impulso de Vaca Muerta que não compensa a perda nos setores ligados ao mercado interno. O contraste com o vizinho reforça o quadro.

O Produto Interno Bruto mexicano cresceu 3,2% no terceiro trimestre de 2026 na comparação anual, maior taxa desde o mesmo período de 2023, segundo estimativa oportuna do Instituto Nacional de Estatística e Geografia. No acumulado do ano, o avanço é de 1,8%.

O secretário de Fazenda do México, Édgar Amador Zamora, atribuiu o desempenho à combinação de investimento público e privado, recuperação manufatureira e expansão de serviços, além de salários reais crescentes. Segundo ele, o ano pode fechar perto de 2% de crescimento, e o ministério ajustou a faixa de 1% para 2%.

Entre os motores do resultado está a exportação de equipamentos de computação, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial nos Estados Unidos. Na Argentina, o Relevamento de Expectativas de Mercado do Banco Central cortou a projeção de crescimento de 2026 de 3% em junho para 1,5% em setembro.

O Banco Provincia avalia que nem essa meta é alcançável: para cumpri-la, a atividade teria de expandir 2% por mês entre setembro e dezembro, ritmo sem precedente nas crises recentes.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →