AGU pede ao STF que celular continue com internet mesmo após fim da franquia nas eleições

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu neste domingo que pessoas que esgotarem os dados do celular continuem com acesso à internet durante as eleições. Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão pediu que a medida valha das 72 horas anteriores às 24 horas posteriores a cada turno de votação. A regra ainda depende de decisão da Corte. A AGU se pronunciou em uma ação apresentada pelo Partido Verde (PV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin. Os autores pediram ao STF que o fim da franquia de dados não deixe o eleitor sem conexão nesse período. Alegam que o bloqueio pode dificultar a consulta ao local de votação, o uso de serviços da Justiça Eleitoral e a conferência de informações recebidas pelo celular. A AGU concordou em parte com o pedido. Para o órgão, a conexão deve ser mantida, mas a velocidade poderá ser reduzida se isso for necessário para evitar sobrecarga. A Anatel alertou que uma liberação ampla pode congestionar as redes móveis e prejudicar também os usuários que ainda têm dados em seus planos. A Conexis, entidade que representa empresas de telecomunicações, afirmou ao STF que não há tempo para fazer a mudança de forma segura em todo o país. Segundo a entidade, seria preciso alterar sistemas das operadoras, e não existe um procedimento previamente testado para implementar e depois reverter a medida. Ela também apontou risco de piora na qualidade da conexão. Se o STF não aceitar a liberação mais ampla, a AGU propôs garantir ao menos o acesso a serviços eleitorais, sites de órgãos públicos e páginas de agências de checagem parceiras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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