A agropecuária foi o único dos cinco grandes setores da economia a fechar setembro com mais demissões do que contratações, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O setor perdeu 4.381 vagas formais, com queda concentrada nos cultivos de café e de alho.
O cultivo de café registrou saldo de -5,5 mil vagas, e o de alho, de -1,3 mil. Compensaram parte das perdas a cana-de-açúcar (3,1 mil), a criação de bovinos para corte (550) e o cultivo de soja (494).
No acumulado de janeiro a setembro, a agropecuária soma 51.893 vagas. As atividades de apoio à agricultura e à pecuária lideram, com 15,3 mil, seguidas pelo cultivo de café (7,4 mil) e pelo de alho (3,6 mil).
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu o resultado à desaceleração da economia e aos juros. “Dados são reflexo da desaceleração do crescimento”, disse.
“A taxa de juros vem machucando o ritmo de investimentos e isso reflete no número de empregos gerados”
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