A Polícia Civil já ouviu dois funcionários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no caso de agressão ocorrido no dia 25 de agosto, no campus do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Largo de São Francisco, no Centro do Rio. O episódio de violência começou a ser investigado após as redes sociais serem tomadas por registros que mostravam um estudante acusado de fazer apologia ao nazismo sendo agredido dentro da unidade. Uma professora e um vigilante da faculdade foram ouvidos após serem identificados pelos agentes por meio de reconhecimento facial. Caso Cláudio Rafael: polícia indicia 13 pessoas por morte de ciclista em Copacabana; cinco respondem por homicídio Os homens de guerra do CV: quem são os traficantes que comandam com violência as invasões da facção no Rio? Como o caso é marcado por diferentes versões sobre o que aconteceu naquele dia, incluindo uma acusação de racismo, a polícia está ouvindo testemunhas para esclarecer as circunstâncias e concluir o inquérito.
De um lado, o estudante de Direito Deivid Lima afirma ter sido vítima de agressões e insultos racistas ao tentar conduzir à delegacia um aluno que usava uma camisa com suposta apologia ao nazismo. Do outro, o estudante de História Diego Costa Araújo nega as acusações, sustenta que vestia uma camisa de uma banda punk declaradamente antinazista e alega ter sofrido uma tentativa de homicídio ao ser espancado por dezenas de pessoas.
Até o momento, a polícia não encontrou elementos que sustentem a acusação de racismo contra o estudante de História. Segundo o relato que foi feito à polícia, Araújo só teria sido agredido após chamar Deivid Lima de “macaco”. As imagens obtidas pela investigação, no entanto, mostram que ele já era agredido desde o momento em que foi retirado da sala por outros alunos. Outras testemunhas ainda serão ouvidas. A investigação está em andamento na 1ª DP (Praça Mauá). Em nota, a UFRJ afirmou que os "docentes estão prestando os esclarecimentos solicitados pelas autoridades policiais para a apuração dos fatos. Paralelamente, a Universidade instaurou uma sindicância para apurar internamente as circunstâncias do episódio".
O Globo