Aeroporto de NY testa cão-robô para reforçar segurança e monitorar qualidade do ar

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Quem desembarca pelo Terminal B do Aeroporto LaGuardia, em Nova York, pode encontrar um novo "funcionário" circulando entre os passageiros: um cão-robô equipado com sensores para monitorar a qualidade do ar, identificar problemas operacionais e auxiliar a equipe de manutenção. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto que busca ampliar o uso de robótica e inteligência artificial na gestão de um dos aeroportos mais movimentados dos Estados Unidos.

O robô, desenvolvido pela startup Skild AI, tem aparência semelhante à de um cachorro de quatro patas, mas sua função está longe da vigilância policial. Em vez de procurar explosivos ou patrulhar o terminal, ele percorre áreas como o saguão de desembarque coletando dados ambientais em tempo real. O equipamento mede temperatura, umidade, concentração de partículas no ar, compostos orgânicos voláteis – gases emitidos por produtos de limpeza, tintas e outros materiais – além de óxidos de nitrogênio, poluentes associados à operação de aeronaves e equipamentos aeroportuários. Segundo a ABM, empresa responsável pela operação do projeto, a principal vantagem do robô é realizar essas medições exatamente na altura em que os passageiros caminham e respiram. Sensores instalados no teto ou nos sistemas de ventilação monitoram apenas parte do ambiente, enquanto o robô consegue identificar variações nas condições do ar ao longo de todo o terminal. Na prática, ele costuma alertar a equipe principalmente sobre alterações de temperatura, permitindo ajustes mais rápidos no sistema de climatização. O cão-robô também executa pequenas inspeções visuais durante o percurso. Sempre que identifica uma lixeira transbordando, por exemplo, envia automaticamente um alerta para as equipes responsáveis pela limpeza, reduzindo o tempo de resposta sem necessidade de inspeções manuais constantes. Cão-robô do Aeroporto La Guardia, em Nova York Divulgação A novidade faz parte de uma frota de robôs implantada no Terminal B. Além do quadrúpede, o aeroporto passou a utilizar aspiradores de pó e lavadoras de piso totalmente autônomos, capazes de operar por até seis horas seguidas, recarregar suas próprias baterias e retomar o trabalho automaticamente. Os equipamentos utilizam sensores, mapeamento tridimensional e navegação inteligente para limpar áreas de grande circulação sem interferir no fluxo de passageiros. Para os administradores do aeroporto, o objetivo não é substituir trabalhadores, mas aumentar a frequência de tarefas repetitivas. Enquanto a limpeza automatizada pode ocorrer diversas vezes ao longo do dia, os funcionários ficam livres para atividades consideradas mais complexas e voltadas ao atendimento dos passageiros, garante a companhia.

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