Aeronaves, carnes e café puxam alta de 31,9% de embarques aos EUA em setembro

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Fonte da notícia: Valor Valor

A exportação em setembro aos Estados Unidos alcançou US$ 3,52 bilhões e cresceu 31,9% ante igual mês de 2025, puxada por carnes e aeronaves. Base baixa de comparação e desempenho de produtos que nunca estiveram ou deixaram de estar no alvo da política tarifária mais gravosa do presidente Donald Trump explicam o aumento. Segundo dados divulgados esta tarde pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as aeronaves foram a principal exportação no mês para os americanos, item que ficou na lista de exceção de Trump desde o tarifaço de julho de 2025. O item alcançou US$ 413,9 milhões em receita de embarques em setembro, com alta de 25,9% ante igual mês de 2025. Carnes bovinas ficaram em segundo, com US$ 241,2 milhões em exportação, mais de oito vezes os US$ 30,7 milhões do ano passado, na mesma comparação. Café, com US$ 220,5 milhões, dobrou de valor, sempre em setembro contra igual mês do ano passado.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), ressalta que a alta se deve à base baixa de comparação, já que em setembro do ano passado as exportações brasileiras já estavam sentindo o efeito do tarifaço. E a flexibilização maior da política tarifária americana, que tirou itens como carnes e café do alvo na segunda lista de exceções, veio somente em novembro. Em setembro do ano passado, portanto, os dois produtos, além de outros itens alimentícios, estavam sob tarifas pesadas. Em relação às carnes bovinas, lembra Castro, houve um redirecionamento das exportações antes destinadas aos Estados Unidos, e a China entrou como grande compradora no decorrer do segundo semestre de 2025. Este ano, porém, Pequim impôs cotas e o Brasil já as estourou, o que pode favorecer os embarques aos americanos.

De janeiro a setembro, as exportações aos EUA ainda continuam em queda. No total dos nove meses, o valor embarcado somou US$ 27,46 bilhões, 6,5% a menos ante iguais meses de 2025.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil Leo Pinheiro/Valor

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