Com cerca de 3 milhões de eleitores a mais nas urnas, segundo turno de 2026 contraria tendência histórica de abstenção no país A abstenção no segundo turno das eleições de 2026 caiu para 18,98%, o menor índice em 20 anos, segundo dados parciais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Com mais de 75% das urnas apuradas neste domingo (25), a redução representa aproximadamente 3 milhões de eleitores a mais nas urnas em comparação com o primeiro turno. A queda ocorreu na eleição que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou seu quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
Na primeira etapa da eleição, 21,08% dos eleitores deixaram de votar, o equivalente a cerca de 33,4 milhões de brasileiros. A diferença de 2,1 pontos percentuais contraria o comportamento histórico das eleições presidenciais no país.
A queda ocorre após uma campanha do PT (Partido dos Trabalhadores) para incentivar o comparecimento de eleitores que não haviam votado no primeiro turno. A estratégia foi uma das prioridades da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A mobilização também envolveu eleitores que buscaram levar familiares, incluindo idosos, aos locais de votação. Apesar disso, os dados não permitem afirmar que a campanha do PT tenha provocado a redução da abstenção nem identificar qual candidato foi mais beneficiado.
Desde a redemocratização, a ausência de eleitores aumentou entre os dois turnos em seis das sete eleições presidenciais anteriores a 2026. A única exceção foi em 2022, quando a abstenção passou de 20,95% no primeiro turno para 20,58% no segundo, uma redução de apenas 0,37 ponto percentual.
Em 2026, a queda parcial é mais expressiva, mas os números ainda podem mudar até a conclusão da apuração pelo TSE. Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil.
Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital. Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros.
Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social. Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas.
Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias. Leia mais ▾
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