O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito nesse domingo (25/10) para um quarto mandato à Presidência da República. O petista, que derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL), aumentou em 10,38 milhões a própria votação entre o primeiro e o segundo turnos.
Vários recortes de números ajudam a entender a diferença de desempenho. No primeiro turno, Lula obteve 53.879.538 votos e Flávio 56.104.503 — o petista ficou 2,22 milhões de votos atrás.
No segundo turno a diferença foi revertida e Lula impôs 4,43 milhões de votos de frente. Queda na abstenção, redução de brancos e nulos e votos dos candidatos derrotados colocaram mais de 14,1 milhões em disputa no 2º turno.
Lula conquistou 73% dos novos votos, enquanto Flávio teve 26,24. Ou seja, a cada quatro novos votos conquistados no 2º turno, três foram para Lula. Veja o mapa de crescimento:
Mas de onde saíram os mais de 10 milhões de novos votos de Lula? Por conta das regras de sigilo, não é possível afirmar de onde saíram esses votos, mas há mudanças que podem explicar o crescimento.
A abstenção do segundo turno foi 1,86 ponto percentual menor (2,96 milhões de votos) do que a do primeiro, ficando em 19,22%. Em números absolutos, 30,5 milhões deixaram de votar no segundo turno, ante 33,47 milhões no primeiro.
Os votos brancos também caíram, passaram de 2,3 milhões para 1,43 milhões — 870,3 mil a menos. Já os votos nulos tiveram redução de 3,67 milhões para 2,72 milhões — 950,9 mil a menos.
Ou seja, apenas nesses três recortes, até 4,8 milhões de votos podem ter migrado para Lula. Os 10 candidatos derrotados no 1º turno acumularam 9,32 milhões de votos no pleito de 4 de outubro.
Dos 10, cinco anunciaram apoio a Flávio no segundo turno: Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Clariana Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata). No entanto, os números mostram que o apoio dos candidatos não refletiu na decisão dos eleitores que eles haviam conquistado, já que Flávio cresceu apenas 3,7 milhões de votos — menos que os mais de 6 milhões dos cinco candidatos.
Três anunciaram apoio a Lula: Samara (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB). E dois decidiram não apoiar ninguém: Renan Santos (Missão) e Rui Costa Pimenta (PCO).
O presidente Lula teve melhora no desempenho em todas as unidades da Federação do país, com destaque para a região Sudeste. Goiás foi o estado onde ele registrou maior crescimento percentual, com um aumento de 9,28 pontos percentuais.
Lula passou de 31,06% no primeiro turno para 40,34% na segunda fase do pleito, um ganho de 396 mil votos no estado. O atual mandatário também apresentou um crescimento significativo em locais como São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Amapá e Minas Gerais.
Em São Paulo, Lula ganhou 2,6 milhões de votos no segundo turno, uma diferença de 7,95 pontos percentuais a mais em comparação ao primeiro. Já em Minas, o único estado onde houve uma virada, o petista cresceu 7,1 pontos percentuais.
Ele passou de 43,33% no primeiro turno para 50,43%, no segundo e registrou um acréscimo de 1,1 milhão de votos.
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