247 – O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), descartou assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo Lula e afirmou que pretende cumprir o mandato para o qual foi eleito. Ele disse que nunca conversou com o presidente sobre a possibilidade de ocupar um cargo no governo federal e avaliou que a responsabilidade fiscal de Lula deve tranquilizar o mercado financeiro em breve.
Em entrevista à GloboNews, Fonteles comentou que seu nome tem sido cogitado por integrantes da campanha petista para comandar a área econômica do governo. Recém-reeleito, ele afirmou que espera ser diplomado para continuar à frente do Executivo piauiense e mencionou, em tom de brincadeira, o livro “O pior emprego do mundo”, de Thomas Traumann, sobre o cargo de ministro da Fazenda.
O autor participou da entrevista com o governador. “Qualquer menção positiva ao nosso nome, a gente agradece, mas eu nunca tratei com o presidente da República sobre qualquer cargo, um eventual mandato dele, antes da eleição ou depois da eleição”, disse.
Fonteles afirmou que se aproximou de Lula durante o segundo turno, mas afastou a hipótese de deixar o governo estadual para assumir o comando da política econômica federal. “Nem passa pela minha cabeça” foi a forma como resumiu sua posição sobre a possibilidade de ocupar o ministério.
Fonteles comenta reação do mercado à vitória de Lula O governador também avaliou a reação negativa do mercado financeiro à vitória de Lula, marcada pela queda da bolsa de valores e pela forte alta do dólar.
Segundo ele, o movimento pode ser compreendido pelo comportamento dos investidores durante a campanha eleitoral, quando as pesquisas indicavam um cenário diferente do resultado das urnas. “Nós temos que esperar alguns dias para poder ver como vai ser o comportamento também desses investidores, para ver o que isso, de fato, vai afetar a economia real”, afirmou.
Sobre os planos econômicos do próximo governo, Fonteles disse que não cabe a ele antecipar as decisões de Lula para o quarto mandato, especialmente em relação à política fiscal. O governador também ponderou que a economia não é uma ciência exata, mas uma ciência social que utiliza modelos matemáticos.
“O presidente Lula tem responsabilidade, sim, com as contas públicas. Eu tenho certeza de que isso vai acalmar os mercados muito em breve.
Enquanto a política econômica do próximo governo é o próprio presidente que vai falar no momento oportuno”, declarou.
Brasil 247