'A política virou um manicômio', diz Augusto Cury após estreia em debates

Fonte: Bandeira da fonte

Acostumado a atender pacientes psiquiátricos, o presidenciável Augusto Cury se diz impressionado com o que já viu em sua primeira campanha.
— A política virou um manicômio.
Nunca encontrei um ambiente tão tóxico — diz o candidato do Avante ao Planalto.
No domingo, Cury estreou nos debates de TV.
Apesar da experiência como palestrante, ele admite que não teve o desempenho esperado diante das câmeras.
— Não conhecia as regras direito.
E o clima estava tenso — justifica-se.
Antes de entrar no estúdio, o psiquiatra surpreendeu ao ameaçar ir embora em protesto contra as ausências de Lula e Flávio Bolsonaro.
Após desistir da desistência, ele afirma que o rebuliço não foi um truque para chamar a atenção.
— Não foi nada programado.
Fiquei indignado de verdade — assegura.
O psiquiatra afirma que seu principal obstáculo é o desconhecimento do eleitor.
Embora diga ter vendido mais de 42 milhões de livros, ele aparece com apenas 2% das intenções de voto no Datafolha.
— Existe uma ditadura do algoritmo.
Mais de 80% das pessoas ainda não sabem que eu sou candidato — desabafa.
No primeiro debate, Cury recitou frases típicas de seus best-sellers de autoajuda, como "a vida é breve e bela como uma gota de orvalho".
Em conversa com a coluna nesta segunda-feira, ele filosofou sobre a corrida eleitoral ("a beleza da democracia está na divergência") e garantiu ser o único capaz de vencer a polarização.
— Sou respeitado pelo Lula e pela direita.
Por isso, posso liderar um pacto nacional para recuperar o país — disse o autor de "Nunca desista de seus sonhos".