Nos dias 17 e 19 deste mês, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enviou oferendas e fez doações ao Santuário Yasukuni. Além disso, vários membros do governo japonês e dirigentes do Partido Liberal Democrático (LDP) também visitaram o local para prestar homenagens. Neste ano, em que se completam 80 anos do início do Julgamento de Tóquio, políticos japoneses vêm prestando homenagens sucessivas aos “demônios”, revelando suas intenções de reabilitar os criminosos de guerra, reescrever a história da agressão japonesa e abrir caminho para a “remilitarização”. Diante disso, o Ministério das Relações Exteriores da China manifestou firme oposição e veemente condenação, além de ter apresentado um protesto diplomático formal ao governo japonês. O Ministério das Relações Exteriores da República da Coreia também cobrou das autoridades japonesas o reconhecimento dos fatos históricos e uma demonstração concreta de reflexão e arrependimento sinceros em relação ao passado. É amplamente conhecido que o Santuário Yasukuni não é um local de culto religioso, mas sim um espaço de homenagem a criminosos de guerra. O local homenageia 14 criminosos de guerra da Classe A, responsáveis por graves crimes contra os povos dos países vítimas da agressão japonesa. O santuário tornou-se, assim, um símbolo do militarismo japonês.
Enquanto as forças de direita do Japão promovem deliberadamente o revisionismo histórico, políticos japoneses continuam a visitar o “Santuário dos Demônios”. Sanae Takaichi chegou a afirmar publicamente que o local é um “santuário da paz”. Na prática, isso representa uma tentativa de negar as conclusões históricas do Julgamento de Tóquio e um desafio à justiça internacional, à equidade e à consciência humana. A história não pode ser falsificada, e a justiça não pode ser profanada. Reconhecer os fatos históricos e lidar adequadamente com o passado foi uma condição fundamental para a reintegração do Japão à comunidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. Esse reconhecimento também constitui a base política para o desenvolvimento das relações com os países vizinhos e, sobretudo, um critério para avaliar se o Japão cumpre seus compromissos com o desenvolvimento pacífico.
Diante das atitudes retrógradas das forças de direita japonesas, que glorificam a agressão japonesa, desafiam a ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial e tentam reviver o militarismo, a China e outros países vítimas da guerra jamais ficarão de braços cruzados. Aqueles que, no Japão, ousarem retomar o antigo caminho da agressão e do expansionismo certamente terão de responder por seus atos.
Fonte: CGTN — https://portuguese.cgtn.com/2026/10/20/ARTI1792467311905768
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