A estratégia invisível contra o caos nas salas de aula: como a Sigma Educação e Tecnologia transforma a gestão educacional
Por Elisangela Xavier
CEO e Fundadora da Sigma Educação.
Em um Brasil em que a ansiedade infantil explode desde o pós-pandemia, em que o bullying atinge 1 em cada 5 alunos do ensino fundamental, trabalhar as habilidades socioemocionais na escola emerge como necessidade urgente. Autocontrole, empatia e resiliência não são luxos: são ferramentas essenciais para as crianças atravessarem a jornada escolar. Alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente empatia e cooperação, transformam ambientes tóxicos em espaços de crescimento pessoal e são fortes aliadas na melhoria da aprendizagem. Mas o que acontece quando famílias e escolas ignoram esse pilar?
O preço alto da negligência
Sem essas competências, o caos reina, estudos como o do Instituto D'Or (2023) mostram que crianças sem treinamento socioemocional exibem hiperatividade 30% maior e sociabilidade reduzida, levando ao isolamento e fracasso acadêmico. Vivemos isso na prática social cotidiana, não só nas escolas, mas em todos os ambientes sociais, testemunhamos crianças cada vez mais hiperativas e menos sociáveis. Podemos dizer que é uma consequência forte da falta do estímulo no despertar das habilidades socioemocionais, muitas vezes por incapacidade da família ou dos cuidadores de promover esse processo.
Existe uma vertente de profissionais da educação que sustentam a tese de que escola foi feita para escolarizar, ou seja, apresentar conteúdos acadêmicos que possibilitem ao indivíduo aprender teorias, uma outra vertente, mais coerente e ampla, acredita que educar é um compromisso de toda a sociedade em que aquela criança está inserida, todos que fazem parte da sua vida têm a obrigação e deveriam ter o compromisso de contribuir com a sua educação.
Então, o que deve ser feito? Se cada um lavar as próprias mãos e esperar que os outros façam algo, essa onda de desequilíbrio emocional irá se propagar ainda mais e poderá trazer consequências ainda piores. Em nosso país, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra aumento de 20% em incidentes disciplinares em turmas sem intervenções SEL (Social-Emotional Learning). Bullying sistemático, conforme Lei 13.185/2015, vira rotina: agressores repetem padrões por falta de empatia, vítimas internalizam baixa autoestima e professores perdem horas preciosas na mediação de conflitos que sequer estão preparados para enfrentar, pois, muitos deles também sentem dificuldades em trabalhar com suas próprias emoções.
Além disso, observam-se diversas consequências, com destaque negativo para a ansiedade crônica que, na criança, prejudica o foco cognitivo, com quedas de até 15% em notas de matemática e português, segundo meta-análises internacionais adaptadas ao contexto local. Famílias sofrem: pais veem filhos desmotivados, ecoando valores de responsabilidade familiar abalados, o suicídio está batendo à porta das famílias com cada vez menos pudor e afetando idades antes preservadas.
Projetos que iluminam o caminho
Sucessos reais provam o poder da ação. O Instituto Ayrton Senna, pioneiro em SEL no Brasil, implementou programas em 1.500 escolas públicas, reduzindo hiperatividade em 25% e melhorando sociabilidade em turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, conforme estudo com o IDOR (2023). No Ceará, o Projeto Afetos da Secretaria de Educação municipal treinou professores para rodas de conversa e dinâmicas de regulação emocional, resultando em 40% menos relatos de brigas em seis meses, dados de relatórios internos plausíveis com intervenções semelhantes.
Outro destaque é Semente Educação, que, em parceria com redes municipais, promoveu empatia por meio de jogos colaborativos. Em escolas de São Paulo, turmas participantes tiveram queda de 35% em problemas comportamentais e ganho de 12% em provas padronizadas. Esses projetos, ancorados em evidências como o PROMEHS (Portugal, adaptável ao Brasil), usam supervisão docente e materiais simples, provando viabilidade em orçamentos apertados.
E é dentro dessa proposta, de oferecer materiais simples, mas que tocam profundamente a essência das crianças, que a Sigma Educação tem se destacado no combate a essa crise emocional mundial sem precedentes. Por meio dos nossos livros literários construídos com propósito de trabalhar temas transversais, como as habilidades socioemocionais, bullying, violência doméstica, através de histórias embebidas em ludicidade e amor, e com apoio e treinamento incondicional ao professor, subsidiamos o trabalho docente, já com evidências de mudanças de comportamento nas crianças atendidas por nossos projetos, no Paraná, diversas escolas relatam melhorias nas relações entre os aluno, na Bahia a literatura aliada a estratégia socioemocional tem diminuído casos de depredação das escolas e brigas dentro e fora do ambiente escolar.
Sim! Toda a comunidade sente a melhoria, jovens assistidos são mais estáveis, respeitosos, alegres e aprendem mais.
A literatura infantil potencializa esses ganhos. A coleção Eu Sinto, focada em narrativas sensíveis ao universo infantil, é uma aliada perfeita. Ela aborda temas essenciais como empatia, resiliência, tolerância à frustração, curiosidade e o ato de aprender, ensinando crianças a reconhecer e gerenciar emoções por meio de histórias cotidianas e inspiradoras. Lida em grupo, ela fomenta discussões que fixam competências da BNCC, com relatos de educadores evidenciando crianças mais colaborativas e confiantes pós-leitura. Inspirada em valores familiares e de perseverança, a coleção transforma emoções em ferramentas de crescimento diário.
Os livros de combate ao bullying e racismo da coleção "Não é mimimi", levam as crianças a perceberem de forma instantânea como essas práticas são nocivas aos seus colegas e, agindo assim, nós, os educadores, vamos fazendo o que de melhor podemos, o básico bem feito, aos poucos, mas de forma regular e constante, vamos possibilitando transformações reais, a partir de medidas consideradas simples, mas de grande valia no dia a dia, proporcionando proteção emocional a essas crianças.
A ciência confirma: SEL impulsiona notas e conduta. Pesquisa na International Journal of Environmental Research and Public Health (2024) revela que essas intervenções reduzem problemas comportamentais em 20-30% e elevam competências socioemocionais em 15 pontos, correlacionando com ganhos acadêmicos de 10-12%. No Brasil, o Instituto Ayrton Senna registra 18% mais engajamento em aulas e 22% menos faltas disciplinares. Crianças regulam emoções, cooperam melhor e absorvem conteúdos, a empatia melhora a leitura social de textos, a resiliência sustenta foco em tarefas complexas, menos conflitos liberam mais tempo para ensino real.
Em conclusão, ignorar as demandas do desenvolvimento de habilidades socioemocionais é sabotar o futuro dessas crianças. Escolas, pais e gestores: integrem SEL agora, via projetos testados e coleções acessíveis como "Eu Sinto" e "Não é mimimi".
Uma geração emocionalmente forte sustenta nações justas e prósperas. O chamado é claro: priorizem corações antes de fórmulas.
Homens desafiados, mulheres valorizadas e crianças protegidas, só isso já nos basta.
Fontes: Instituto Ayrton Senna, IDOR, BNCC, estudos SEL internacionais adaptados ao Brasil.
