A discrição de Valdemar diante da briga de Flávio para reverter derrota para Lula

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, adotou um tom mais discreto que o de Flávio Bolsonaro (PL) diante da derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência. Em nota divulgada nesta segunda-feira, o dirigente reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido esclarecimentos sobre a votação.

A cautela de Valdemar ocorre quatro anos depois de o dirigente se envolver na contestação do resultado da eleição em que Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado por Lula. Na ocasião, o PL levou ao TSE um pedido de verificação de urnas utilizadas no segundo turno, sob a alegação de que equipamentos de modelos anteriores apresentavam falhas.

O tribunal rejeitou a contestação por falta de indícios e confirmou uma multa de R$ 22,9 milhões ao partido por litigância de má-fé, além de determinar o bloqueio de recursos do Fundo Partidário até o pagamento. A Corte também determinou a apuração da conduta de Valdemar e o envio de cópia do processo ao STF para investigação.

A multa foi aplicada à legenda. É por isso que a manifestação marca uma diferença em relação à posição de Flávio, que, ao fim da apuração, disse não reconhecer a derrota e questionou a decisão que prorrogou a votação em seções ainda abertas.

Nesta segunda, o senador voltou a criticar a extensão do horário e anunciou que pedirá a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB), sob a alegação de abuso de poder econômico. Continua após a publicidade

A declaração de Valdemar “Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo TSE, mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”, afirmou Valdemar.

Segundo ele, a legenda seguirá acompanhando os fatos e buscando respostas com “responsabilidade, transparência e respeito às instituições”. Neste domingo, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação da votação por duas horas após relatos de dificuldades no transporte de eleitores.

A medida foi aplicada às seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura de urnas. Tanto o PT quanto o PL haviam pedido extensão do horário, embora em abrangências diferentes.

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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