Um jornal impresso chega às mãos do leitor pronto, com tinta sobre o papel, trazendo os fatos do dia. Um portal de notícias atualiza o mundo em segundos.
Mas, para que a informação circule, existe uma estrutura invisível e essencial, composta por centenas de profissionais que garantem o funcionamento da máquina. Ao completar 79 anos, O Liberal é feito também por essas histórias de bastidores, protagonizadas por colaboradores como Cláudia Silva e Raimundo Nonato Campelo.
Cláudia Silva, 55 anos, é um dos rostos que recebem quem chega à sede do Grupo Liberal, na avenida Romulo Maiorana, no bairro do Marco. Recepcionista há 14 anos, sua entrada na empresa foi fruto de um acaso — e de muito bom humor.
Em 2011, ela foi à portaria apenas para entregar o currículo da filha, que buscava uma vaga de Menor Aprendiz. Ao conversar com o porteiro, fez uma brincadeira sobre sua própria situação.
“Perguntei: ‘Seu Milton, o senhor não tem emprego aí para maior aprendiz?’. Ele riu e perguntou minha experiência.
Eu entreguei meu currículo em outubro e, em novembro, fui chamada. Minha filha não pôde ficar na época por causa dos estudos, mas eu entrei e construí minha história”, relembra Cláudia.
'Se você tem um bom tratamento na entrada, a impressão é que lá dentro será igual', resume a recepcionista Cláudia Silva, há 14 anos no Grupo Liberal (Carmem Helena / O Liberal) Ela começou na vigilância, atuando na portaria.
Com experiência prévia em atendimento, passou a cobrir férias na recepção até que, por meio de um recrutamento interno, foi efetivada no cargo. Para ela, a função vai muito além de repassar informações: trata-se de acolhimento. “A portaria e a recepção são o cartão de visita.
É ali que acontece o primeiro atendimento. Se você tem um bom tratamento na entrada, a impressão é que lá dentro será igual.
Eu visto a camisa do [Grupo] Liberal, literalmente”, afirma. De auxiliar a supervisor
Se Cláudia cuida da porta de entrada, Raimundo Campelo, conhecido entre os colegas como “Nonato”, garante que a engrenagem não pare. Aos 55 anos e com 28 anos de empresa, ele é o atual supervisor de compras e suprimentos.
Sua trajetória se confunde com a evolução do próprio Grupo Liberal: Nonato já passou por cinco departamentos — começou no antigo telemarketing, migrou para a infraestrutura, gerenciou a distribuição de jornais e hoje comanda o setor responsável por adquirir tudo o que a empresa precisa.
“O setor de suprimentos é fundamental. Compramos do papel higiênico ao motor dos carros da reportagem.
Tudo passa pela gente e pelos nossos almoxarifados para garantir que as rádios, o jornal impresso e a TV não fiquem desabastecidos”, explica Nonato. Para ele, o Grupo Liberal tem sido a base de seu próprio crescimento pessoal.
Foi com o apoio da empresa que ele conseguiu se formar em Administração. “O jornal ajudou na minha formação profissional e acadêmica.
Comecei como auxiliar e hoje sou supervisor. É uma empresa que acolhe os funcionários como filhos.
Entrei aqui com cerca de 20 anos e hoje tenho 55. É a minha vida toda aqui dentro”, reflete.
Testemunhas da história paraense Trabalhar em um veículo de comunicação é viver a história em tempo real.
Ambos os colaboradores acumulam memórias marcantes. Cláudia se diverte ao lembrar das celebridades e jornalistas nacionais que passam pela recepção para participar de entrevistas nos estúdios do Grupo Liberal.
“A gente tira foto, faz aquela comunicação e manda logo para a família. Ficamos maravilhadas com os artistas que passam por aqui”, conta.
Raimundo Nonato Campelo, 55 anos de idade 28 de casa, é o atual supervisor de compras e suprimentos após ter passado por outros quatro departamentos (Carmem Helena / O Liberal) Para Nonato, a conexão com o jornalismo é profundamente emocional.
Ele destaca a alegria recente de acompanhar, de dentro da redação, a cobertura de conquistas locais, como a ascensão do Clube do Remo à Série A — seu time do coração — e a preparação de Belém para a COP 30. “Independentemente da minha paixão, a subida para a Série A é uma importância imensa para o nosso estado, assim como a visibilidade que teremos com a COP.
São notícias boas que dão gosto de ver o jornal publicar”, avalia. Às vésperas de o jornal completar oito décadas, o desejo de quem faz o dia a dia administrativo é de continuidade.
“Para mim é muito gratificante, pois são 14 anos de uma história que pretendo continuar”, diz Cláudia. Nonato reforça o sentimento de pertencimento: “Desejo que a empresa cresça ainda mais.
Tenho muito orgulho de trabalhar aqui”, conclui. A comemoração de 80 anos de O Liberal conta com o patrocínio de Vale, Shopping Grão Pará, Sebrae, Pátio Belém, Preço Baixo, Recanto das Palmeiras, Marmobras, Porte Engenharia, +Barato, Hydro, Guamá Tratamento, Fibra, Fecomércio, Cidade Limpa, Alepa, Faepa, Assembleia Paraense, TerraPlena, Marcia Maués, além das prefeituras de Santarém, Canaã dos Carajás, Belém, Barcarena, Castanhal, Marabá e Tailândia.
O Liberal