Depois de estrear no Aeroporto de Guarulhos, a Lupo se prepara para ampliar sua presença nos principais terminais do país. A fabricante de meias, roupas íntimas e peças esportivas pretende chegar aos dez aeroportos mais movimentados do Brasil até 2030, com investimentos previstos de cerca de R$ 10 milhões nos próximos dois anos e uma expansão apoiada sobretudo em sua rede de franquias.
A segunda operação nos aeroportos será em Viracopos, em Campinas (SP), com abertura anunciada para a segunda quinzena de outubro. Diferentemente do quiosque de Guarulhos, instalado na área de pré-embarque, a nova loja ficará na área restrita aos passageiros, onde a empresa pretende aproveitar o tempo de espera antes dos voos para atrair consumidores.
Os dois aeroportos estão entre os maiores do país em movimento de passageiros. Guarulhos recebeu cerca de 47 milhões de viajantes em 2025, enquanto Viracopos registrou aproximadamente 13 milhões, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além dos dois aeroportos paulistas, o grupo dos dez maiores em movimentação de passageiros inclui Congonhas (SP), Galeão (RJ), Brasília (DF), Confins (MG), Recife (PE), Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e Santos Dumont (RJ). A Lupo pretende avançar gradualmente nesses mercados, mas ainda não informou quais terminais estão em negociação.
A aposta é aproveitar a circulação de passageiros para ampliar os canais de venda da marca, hoje presente em shopping centers e outros pontos comerciais tradicionais. Segundo a empresa, o quiosque de Guarulhos vem registrando resultados crescentes, embora a companhia não divulgue o faturamento da unidade nem uma estimativa de receita para as próximas operações.
— Depois de Guarulhos, a chegada a Viracopos amplia nossa presença nesse segmento e nos permite desenvolver uma operação considerando as características específicas do ambiente aeroportuário. Nós já tínhamos essa demanda e sentimos a necessidade de abrir mais essa avenida de crescimento— afirma Carlos Alberto Mazzeu, CEO da Lupo.
O investimento necessário para abrir cada unidade dependerá do espaço disponível e das condições comerciais de cada aeroporto. A companhia também não detalha como os R$ 10 milhões previstos serão divididos entre a fabricante e os franqueados.
A expansão será feita preferencialmente por franquias, modelo que já predomina na rede da Lupo. Das 857 lojas da companhia, 849 são franqueadas e apenas oito são próprias.
A meta é chegar a mil unidades em 2027, com um acréscimo líquido de 143 lojas em relação à base atual. A Lupo, que encerrou 2025 com receita líquida de R$ 1,6 bilhão, segue sob controle da família fundadora e tem cerca de 70 acionistas.
Em junho, a companhia passou a ser comandada por Carlos Alberto Mazzeu, primeiro CEO de fora da família, em substituição a Liliana Aufiero, neta do fundador Henrique Lupo. A empresa chegou a planejar um IPO em 2021, mas não levou a oferta adiante.
O Globo