7 tipos de fotos que você nunca deveria enviar para uma IA

7 tipos de fotos que você nunca deveria enviar para uma IA - Foto
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Trends que transformam fotos pessoais em bonecos, retratos ao estilo Studio Ghibli ou versões de décadas passadas ajudaram a popularizar o envio de imagens para ferramentas de inteligência artificial, mas essa praticidade esconde um risco pouco discutido. Uma única foto pode carregar muito mais informação do que o usuário pretendia compartilhar, revelando desde documentos e senhas até dados de saúde e da rotina de quem aparece no quadro ou ao fundo dele. Levantamento feito pela Redbelt Security aponta que imagens enviadas para chatbots de IA podem expor dados biométricos faciais, localização exata de onde a foto foi tirada e até informações de terceiros presentes na cena. Para o especialista em práticas e implementação de Inteligência Artificial da DomEduc, Marcelo Gonçalves, o primeiro passo é entender que enviar uma foto para uma IA significa entregar uma cópia dela a uma empresa. A seguir, reunimos sete tipos de foto que exigem atenção redobrada antes do upload, além de um checklist prático para revisar qualquer imagem antes de enviá-la para uma ferramenta de IA, seja ela gratuita ou paga. 🔎 Como impedir que ChatGPT, Gemini e Claude usem seus dados para treinar IA 🔔 Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews 🔎 20 prompts prontos MUITO úteis para copiar e usar no ChatGPT Antes de enviar uma foto para uma IA, vale revisar o que aparece no quadro Reprodução/Canva 📝 Como criar aplicativos com IA? Veja no fórum do TechTudo 📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizar Índice Fotos de documentos pessoais Fotos de cartões bancários Fotos com senhas e códigos de acesso Fotos de telas com informações privadas Fotos de exames e documentos médicos Fotos de crianças e outras pessoas sem autorização Fotos que revelam localização e rotina O que verificar nas configurações e na política de privacidade O que fazer antes de enviar uma foto para a IA? 1. Fotos de documentos pessoais RG, CNH, passaporte, CPF e outros documentos oficiais reúnem, em uma única imagem, dados como nome completo, data de nascimento, número do documento, filiação e, em muitos casos, uma foto do rosto que pode ser usada para identificação biométrica. Enviar esse tipo de imagem para uma IA sem necessidade real aumenta a chance de esses dados serem armazenados nos servidores da ferramenta ou expostos em caso de vazamento. Mesmo quando o pedido parece inofensivo, como usar a IA para conferir se um documento está legível ou tirar uma dúvida pontual sobre o preenchimento, vale considerar se a tarefa realmente exige o documento completo. Em boa parte dos casos, é possível resolver o problema recortando só o trecho necessário da imagem ou descrevendo a dúvida em texto, sem expor o documento inteiro. Marcelo Gonçalves recomenda tirar qualquer documento de cena antes da foto, já que "mesmo aparecendo só um pedaço, a IA lê o que estiver visível". Documentos pessoais reúnem várias informações sensíveis em uma única foto Reprodução/Magnific 3 melhores inteligências artificiais para criar e editar vídeos 2. Fotos de cartões bancários Fotos de cartões de crédito e débito estão entre as mais sensíveis, já que uma única imagem pode revelar número completo, nome do titular, validade e, em alguns casos, até o código de segurança impresso no verso. Diferente de um documento de identidade, esses dados podem ser usados diretamente para tentativas de compra ou fraude financeira, sem depender de mais nenhuma informação adicional. Mesmo em tarefas simples, como pedir para a IA organizar gastos ou identificar a bandeira de um cartão, não há necessidade de enviar a foto do cartão físico. Vale sempre cobrir o número, a validade e o código de segurança antes de tirar a foto, ou simplesmente digitar em texto só a informação estritamente necessária para a tarefa. Cinco vezes em que inteligências artificiais erraram feio 3. Fotos com senhas e códigos de acesso Capturas de tela ou fotos que mostram senhas anotadas, códigos de autenticação de dois fatores, QR Codes de login ou chaves de recuperação de conta nunca deveriam ser enviadas para uma ferramenta de IA. Diferente de um dado que pode ser trocado com alguma dificuldade, como um número de cartão, uma senha exposta pode ser usada imediatamente para acessar contas pessoais, bancárias ou de trabalho. Se a dúvida envolve, por exemplo, entender uma mensagem de erro em uma tela de login, o ideal é ocultar completamente o campo de senha ou o código antes do envio, seja cortando a parte da imagem ou usando uma ferramenta de edição para borrar a região. Em muitos casos, nem é necessário enviar a imagem: descrever o problema em texto já é suficiente para a IA ajudar. QR Codes de login e senhas nunca devem aparecer em fotos enviadas para IA Reprodução/Magnific O que é um token? Entenda significado do termo em modelos de IA 4. Fotos de telas com informações privadas Prints de conversas, e-mails, planilhas de trabalho e sistemas internos de empresas costumam carregar muito mais dado do que o usuário imagina ao tirar a captura de tela. Nomes, telefones, endereços, informações de clientes e detalhes profissionais podem aparecer no canto da tela sem que a pessoa perceba, especialmente quando o objetivo do print é outro, como pedir ajuda para resumir um texto ou formatar uma planilha. Um caso real ilustra esse risco: um órgão público na Austrália enviou, sem perceber a gravidade, dados pessoais e sensíveis de vítimas de enchentes para o ChatGPT, apenas para organizar as informações, o que resultou em uma exposição de dados que poderia ter sido evitada com uma revisão prévia do conteúdo do print. Antes de enviar qualquer captura de tela para uma IA, vale conferir cada canto da imagem, não só o trecho que motivou a dúvida. IA que resume vídeos: 5 ferramentas gratuitas para usar agora 5. Fotos de exames e documentos médicos Exames, receitas, laudos e outros documentos de saúde reúnem informações extremamente sensíveis, que vão do nome do paciente a diagnósticos, medicações em uso e dados de convênio médico. Compartilhar esse tipo de conteúdo com uma IA sem necessidade aumenta o risco de exposição de informações que, em geral, recebem proteção especial pela legislação de dados pessoais. Quando o uso da IA realmente for necessário, por exemplo para entender um termo técnico presente no laudo, vale cobrir ou recortar identificadores como nome completo, CPF, número de convênio e endereço antes do envio, mantendo apenas o trecho relevante para a dúvida. Isso reduz a exposição sem impedir que o usuário tire a dúvida pontual que motivou o envio da imagem. Cobrir dados de identificação reduz o risco ao enviar exames para uma IA Reprodução/Magnific 5 formas de usar IA para organizar sua rotina que realmente funcionam 6. Fotos de crianças e outras pessoas sem autorização Enviar fotos de outras pessoas para uma IA exige um cuidado a mais, especialmente quando se trata de crianças, que não têm capacidade legal para consentir com o uso da própria imagem. Isso não significa que toda foto com outra pessoa esteja proibida, mas que vale parar e pensar se aquela pessoa autorizaria o envio da própria imagem para uma ferramenta de terceiros, caso pudesse ser consultada. No caso de crianças, especialistas em privacidade recomendam evitar ao máximo o envio de fotos com o rosto bem visível para geração de imagens, já que esses aplicativos podem armazenar dados biométricos faciais que, futuramente, podem ser usados para identificação.

Gonçalves é direto sobre o assunto: "rosto, uniforme com nome da escola, bolo de aniversário com nome e idade. Isso junta informação demais sobre uma criança. Minha regra é simples: não mando, ponto. Quando o uso for realmente necessário, como em uma foto de família para um projeto pessoal, vale priorizar ferramentas com política de privacidade clara sobre o tempo de armazenamento e o uso dos dados enviados." O especialista também chama atenção para um risco que passa despercebido nas trends que pedem a melhor selfie possível, de frente e bem iluminada, como as que transformam a foto em boneco ou mostram como a pessoa ficaria mais velha. Segundo ele, esse tipo de imagem é "o tipo de foto perfeita pra criar um deepfake", o que não significa deixar de participar da brincadeira, mas escolher com mais cuidado qual ferramenta e qual foto usar para isso. Testamos 3 IAs que organizam seus gastos: vale a pena trocar a planilha? 7. Fotos que revelam localização e rotina Elementos que aparecem no fundo de uma foto, sem serem o foco principal da imagem, também podem expor informações sobre a rotina e a localização de quem está sendo fotografado. Placas de rua, números de endereço, fachadas de prédios, crachás e uniformes de trabalho são exemplos de detalhes que passam despercebidos, mas que uma IA consegue processar junto com o restante da imagem. Ferramentas de IA já demonstraram capacidade de identificar com precisão onde uma foto foi tirada a partir de pistas visuais discretas no cenário, cruzando elementos como arquitetura, vegetação e placas para chegar a um local aproximado. Além do que aparece na imagem, Marcelo lembra que "toda foto de celular guarda escondido onde e quando foi tirada", nos metadados do arquivo, e que tirar um print da própria foto e enviar o print costuma resolver esse problema específico na maioria dos casos. Antes de enviar uma imagem com esse tipo de contexto ao fundo, vale revisar cada elemento do enquadramento, não apenas a pessoa ou o objeto que motivou a foto. Placas e números de endereço no fundo da foto também revelam informações sobre o local Reprodução/Magnific 5 inteligências artificiais que você ainda não conhece, mas deveria testar 8. O que verificar nas configurações e na política de privacidade Além de revisar o que aparece na própria foto, Gonçalves recomenda checar três pontos na ferramenta usada, o que segundo ele "dá pra procurar em menos de cinco minutos". O primeiro é se o serviço usa a imagem para treinar o modelo de IA.

"As ferramentas mais conhecidas, como ChatGPT, Gemini e Claude, têm um botão pra desligar isso. O detalhe é que ele costuma vir ligado por padrão, e quase ninguém sabe que existe", explica.

No caso do ChatGPT, o caminho indicado por ele é acessar o nome do perfil no canto inferior esquerdo da tela, entrar em "Configurações", ir até "Controles de dados" e desativar a opção "Melhorar o modelo para todos". Desative a função nas configurações de privacidade TechTudo/Cecile Mendonça O segundo ponto é por quanto tempo a foto fica armazenada. "Tem serviço que apaga em 30 dias, tem serviço que guarda pra sempre, e tem serviço que não fala nada. Quando não fala nada, eu assumo que é pra sempre", diz o especialista. O terceiro, considerado por ele o mais importante, é entender o que exatamente o usuário está autorizando ao aceitar os termos de uso. Segundo Gonçalves, apps gratuitos de efeito viral costumam incluir cláusulas de "licença mundial, perpétua e irrevogável" sobre a imagem enviada, o que na prática permite ao serviço usar o rosto da pessoa em propaganda ou repassá-lo a outras empresas sem aviso ou pagamento.

Nas configurações do próprio celular, ele recomenda ainda liberar o acesso apenas à foto escolhida, em vez da galeria inteira, e apagar as imagens da ferramenta depois de usar. Para quem usa IA no ambiente de trabalho, a orientação é não misturar contas: "foto de documento de cliente, contrato ou tela da empresa nunca vai pra uma conta pessoal. Se a empresa quer usar IA, ela precisa de uma conta corporativa, com garantia de que os dados não são usados pra treinar nada", explica o especialista. Claude: 5 funções da IA que você ainda não usa, mas deveria 9. O que fazer antes de enviar uma foto para a IA? Antes de fazer o upload de qualquer imagem, vale seguir um checklist rápido para reduzir a exposição de dados desnecessários: Corte da imagem qualquer parte que não seja essencial para a tarefa pedida à IA; Borre ou oculte documentos, cartões, senhas e códigos de acesso visíveis na foto; Retire da cena, sempre que possível, objetos com dados de identificação, como crachás e placas; Confira todo o fundo da imagem, não apenas o elemento principal do enquadramento; Peça autorização antes de enviar fotos com o rosto de outras pessoas, especialmente crianças; Leia a política de privacidade da ferramenta usada, prestando atenção a quanto tempo os dados ficam armazenados; Envie somente o que for estritamente necessário para resolver a dúvida ou concluir a tarefa. Vale lembrar que ferramentas de IA gratuitas e pagas podem ter políticas de armazenamento e uso de dados diferentes entre si, então esse checklist vale tanto para quem usa a versão free de um chatbot quanto para assinantes de planos pagos, já que a política de privacidade da ferramenta, não o valor cobrado, é o que determina o que acontece com os dados enviados. Com informações de WeLiveSecurity, Shield Security e Marcelo Gonçalves, especialista em práticas e implementação de Inteligência Artificial da DomEduc

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