7 tecnologias que mudaram a segurança dos aeroportos após o 11 de setembro

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Fonte da notícia: Techtudo Techtudo

Os ataques de 11 de setembro de 2001 provocaram uma transformação profunda na segurança dos aeroportos. Scanners corporais passaram a ampliar a detecção de objetos escondidos, enquanto a biometria e o reconhecimento facial ganharam espaço na identificação de passageiros. Passaportes eletrônicos, bancos de dados integrados e sistemas de triagem também levaram parte da segurança para etapas anteriores ao embarque. Embora várias dessas tecnologias já existissem antes de 2001, os ataques aceleraram sua adoção e ajudaram a consolidar uma estratégia baseada em diferentes camadas de proteção. A segurança passou a envolver a análise de documentos, características biométricas, informações de passageiros, listas de controle, imagens e equipamentos de inspeção. Essa estrutura se expandiu pelos aeroportos e também alcançou fronteiras, portos e outros pontos considerados estratégicos para a proteção da aviação e da circulação internacional. 🔎 Por que preciso tirar o notebook da mala no aeroporto? Entenda a revista 🔔 Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Tecnologias de inspeção, identificação e monitoramento transformaram a segurança dos aeroportos após os ataques de 11 de setembro. Reprodução/Magnific 📝 Como configurar acesso à rede Wi-fi de aeroportos e hotéis? Confira no Fórum TechTudo 1. Scanners corporais nos aeroportos Antes do 11 de setembro, a inspeção de passageiros dependia principalmente de detectores de metais, revistas e equipamentos voltados à identificação de itens proibidos. Com a evolução das ameaças, ganhou espaço a tecnologia de Advanced Imaging Technology (AIT), capaz de produzir imagens do corpo e indicar objetos escondidos sob as roupas, inclusive materiais que podem escapar da detecção tradicional de metais. A adoção desses equipamentos se intensificou após novas tentativas de atentados em aviões. Scanners corporais ampliaram a capacidade dos aeroportos de identificar objetos escondidos sob as roupas dos passageiros Reprodução/Magnific Hoje, scanners corporais fazem parte dos sistemas de inspeção utilizados em aeroportos e contam com equipamentos de fabricantes como Smiths Detection, Rapiscan e Leidos. A tecnologia passou por mudanças para tornar a inspeção mais eficiente e preservar a privacidade dos passageiros, mas continua baseada na mesma lógica: ampliar a capacidade de encontrar ameaças antes que elas cheguem à aeronave. Episódios como o chamado “shoe bomber” e a tentativa de explosivo escondido na roupa íntima, em 2009, reforçaram essa necessidade. Scanners corporais fazem parte dos sistemas de inspeção utilizados em aeroportos Reprodução/Redes Sociais 2. Biometria para identificar passageiros A biometria trouxe outra camada de identificação para os aeroportos ao permitir que características físicas sejam associadas aos dados de um viajante. Impressões digitais e fotografias passaram a ser utilizadas em diferentes processos de vistos, imigração, fronteiras e programas de viajantes, reduzindo a dependência da conferência de informações apresentadas apenas em documentos. A Comissão do 11 de Setembro recomendou a criação de um sistema biométrico integrado de entrada e saída dos Estados Unidos. A proposta ajudou a consolidar a ideia de conectar a identidade física do passageiro a bancos de dados e registros oficiais. Na prática, sistemas biométricos podem comparar uma característica previamente cadastrada com a apresentada durante uma etapa da viagem, acrescentando uma verificação à conferência documental. Nos Estados Unidos, a TSA utiliza principalmente imagens faciais para a verificação biométrica de identidade, enquanto impressões digitais permanecem presentes em determinados programas e processos de credenciamento. Viracopos é o primeiro aeroporto do país a inserir conjunto de biometria aos passageiros Isabella Assis/Viracopos 3. Reconhecimento facial O reconhecimento facial já existia antes de 2001, mas ganhou espaço nos aeroportos e nas fronteiras com a expansão das estratégias de identificação biométrica. A tecnologia permite capturar a imagem do rosto do viajante e compará-la automaticamente com uma fotografia associada a um passaporte, visto ou outro registro. Dessa forma, uma etapa que antes dependia da comparação visual feita por um funcionário pode ser apoiada por sistemas automatizados e processos de verificação mais rápidos. Ponte aérea Rio-SP testou embarque com biometria facial em 2021 Reprodução/Redes Sociais Nos Estados Unidos, órgãos como a TSA e a Customs and Border Protection (CBP) passaram a testar e ampliar o uso da tecnologia em diferentes pontos da jornada. Na CBP, por exemplo, imagens capturadas durante o processo de viagem podem ser comparadas com galerias de fotografias previamente registradas. O avanço também trouxe discussões sobre privacidade, armazenamento de dados, transparência e critérios usados para validar a identidade de cada passageiro. 4. Passaportes eletrônicos e biométricos Os documentos de viagem também passaram por uma transformação. V e mecanismos digitais destinados a verificar a autenticidade do documento. Assim, o passaporte passou a funcionar como uma peça de uma infraestrutura digital de segurança, em vez de ser apenas um documento impresso.

Segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), o ePassport possui um chip eletrônico que armazena informações biográficas presentes no documento, além de elementos de segurança digital. Uma assinatura digital permite verificar se os dados foram emitidos por uma autoridade legítima e se sofreram alguma alteração. Os chamados ePassports incorporaram chips capazes de armazenar informações do viajante Reprodução/Polícia Federal Essa mudança se relaciona diretamente às recomendações da Comissão do 11 de Setembro. O relatório defendeu a ligação entre passaportes biométricos e sistemas de dados, além da possibilidade de verificar documentos junto às autoridades emissoras. A validação eletrônica também ajuda a identificar alterações ou tentativas de clonagem do documento. 5. Bancos de dados e compartilhamento de informações Uma das mudanças mais importantes aconteceu longe dos olhos do passageiro: a integração de informações entre diferentes órgãos. Antes do 11 de setembro, dados relevantes sobre imigração, inteligência e viajantes permaneciam distribuídos em sistemas separados. A Comissão do 11 de Setembro apontou essa fragmentação como uma falha importante e defendeu mecanismos capazes de fazer diferentes bases conversarem entre si, ampliando a capacidade de análise das autoridades. Bancos de dados integrados passaram a conectar informações de passageiros, imigração e segurança entre diferentes órgãos. Reprodução/Magnific Com o avanço dessa integração, watchlists, registros de vistos, informações de passageiros e dados de inteligência passaram a participar de processos de avaliação de risco. O objetivo é identificar possíveis ameaças antes que elas cheguem ao embarque e direcionar recursos para situações que exijam uma análise adicional. Assim, parte da segurança aeroportuária passou a acontecer nos bastidores, a partir do cruzamento de grandes volumes de dados coletados em diferentes etapas da viagem. 6. Sistemas de triagem automática de passageiros A triagem automática também passou a ter um papel maior na avaliação de passageiros. Antes de 2001, os Estados Unidos já utilizavam o CAPPS (Computer Assisted Passenger Prescreening System), criado para identificar viajantes que poderiam exigir procedimentos adicionais. Depois dos ataques, a discussão passou a envolver uma integração maior entre sistemas, informações de passageiros e listas de segurança, levando a análise de risco para uma etapa anterior ao checkpoint. A lógica desses sistemas é processar dados antes ou durante o embarque para identificar situações que mereçam atenção adicional, incluindo passageiros associados a listas de pessoas proibidas de voar ou selecionadas para inspeção. A automação ampliou a capacidade de análise, mas também trouxe debates sobre privacidade, transparência e possíveis vieses. Quanto maior o volume de informações usado na triagem, maior é a importância de manter os dados corretos e os critérios de seleção sob controle. A triagem automática também passou a ter um papel maior na avaliação de passageiros Reprodução/Jacob Langston 7. Tecnologias de vigilância e monitoramento A transformação da segurança também chegou às câmeras, aos sistemas de controle de acesso e às plataformas de monitoramento. Em vez de funcionarem apenas como ferramentas para registrar imagens, essas tecnologias passaram a apoiar a identificação de pessoas, o acompanhamento de movimentações e a análise automatizada de situações consideradas suspeitas. O resultado é uma rede de vigilância distribuída por diferentes áreas dos aeroportos, com recursos que podem atuar de forma integrada. Câmeras, sistemas de identificação e análise de dados formam uma rede de monitoramento que vai além dos terminais de passageiros. Reprodução/Magnific O conceito se estende para além dos terminais de passageiros. Câmeras, biometria, análise de dados e sistemas de identificação podem ser integrados a estruturas de segurança em fronteiras, portos e outros pontos estratégicos. A Comissão do 11 de Setembro defendeu justamente uma arquitetura mais conectada, com compartilhamento de informações entre órgãos e países. Dessa forma, a segurança passou a funcionar como um conjunto de camadas distribuídas por diferentes etapas da viagem. Com informações de Ap News, Reuters, Metropoles, The Shift, Portal Cyber e SOFEMA. Leia também VEJA O VÍDEO A SEGUIR: 3 achadinhos que podem salvar a sua viagem 3 achadinhos que podem salvar a sua viagem

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