107 países reconhecem reeleição de Lula; EUA e Argentina não se manifestam oficialmente

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25), recebeu o reconhecimento oficial de 107 países até esta sexta-feira (30). Outras 11 organizações internacionais e blocos regionais também cumprimentaram o petista pela conquista de um novo mandato.

Estados Unidos e Argentina, no entanto, permanecem fora da lista de governos que se manifestaram oficialmente sobre o resultado. As informações, segundo o jornal O Estado de São Paulo, constam no Painel de Acompanhamento de Manifestações Internacionais sobre os Resultados Eleitorais, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para monitorar as reações internacionais às eleições brasileiras de 2026.

Entre os países que reconheceram a reeleição de Lula estão importantes parceiros comerciais e diplomáticos do Brasil, como Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Coreia do Sul. O resultado também recebeu manifestações favoráveis de integrantes do BRICS, incluindo China, Rússia, Índia, África do Sul e Arábia Saudita.

A Indonésia, que integra tanto o G20 quanto o BRICS, ainda não aparecia no levantamento do TSE até esta sexta-feira. Apesar disso, o líder indonésio já havia parabenizado Lula por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter.

Trump critica eleição brasileira, mas não reconhece oficialmente resultado Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump evitou fazer um pronunciamento oficial sobre a reeleição de Lula.

Questionado sobre o processo eleitoral brasileiro, o republicano afirmou inicialmente que não pretendia comentar o assunto, mas acabou criticando a votação e fazendo acusações sem apresentar provas. “Acompanhei as eleições.

Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil; foi uma vergonha”, declarou Trump antes de seguir para um comício eleitoral. A manifestação ocorreu após a derrota de Flávio Bolsonaro, candidato apoiado pelo campo político alinhado ao presidente estadunidense.

Embora Trump tenha expressado insatisfação com o processo eleitoral, o governo dos Estados Unidos não havia formalizado o reconhecimento da vitória de Lula até o fechamento do levantamento. A ausência de uma manifestação oficial dos EUA contrasta com a posição adotada por outros integrantes do G20, entre eles Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão, China e Índia, que já haviam cumprimentado o presidente brasileiro.

Milei evita manifestação e Argentina fica isolada na América do Sul Na América do Sul, a Argentina é o único país que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o resultado das eleições brasileiras.

Segundo o jornal argentino Clarín, o presidente Javier Milei não pretende fazer uma declaração oficial sobre a vitória de Lula. A decisão ocorre em meio às divergências políticas entre os dois chefes de Estado.

A posição argentina também se diferencia da adotada pelos demais países sul-americanos, que já reconheceram o resultado da disputa presidencial brasileira. Assim como os Estados Unidos, a Argentina integra o G20, grupo que reúne algumas das principais economias do planeta.

A ausência de manifestações oficiais dos dois governos chama a atenção diante da amplitude do reconhecimento internacional recebido por Lula. EUA e Argentina estiveram na rota de saída de Flávio Bolsonaro

A postura dos governos de Trump e Milei ocorre em um contexto marcado pela saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, dois dias depois de sua derrota na eleição presidencial por uma diferença superior a 4 milhões de votos. O senador deixou o território brasileiro na terça-feira (27), acompanhado de familiares, após ter sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e ser proibido de sair do país.

O grupo seguiu inicialmente para a Argentina, de onde embarcou em um jato de luxo com destino a Miami, nos Estados Unidos. Conforme a reportagem, a aeronave teria sido providenciada pelo governo norte-americano.

Flávio Bolsonaro permanece na Flórida com uma autorização temporária de entrada. Autoridades estadunidenses citadas na reportagem indicam a possibilidade de que o senador obtenha posteriormente residência permanente no país.

Investigações no STF e perda do mandato A saída de Flávio Bolsonaro também ocorre em meio a investigações conduzidas no Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador é investigado em dois inquéritos relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro e a pedidos de recursos financeiros feitos ao empresário Daniel Vorcaro para a produção de Dark Horse, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o encerramento de seu mandato no Senado, Flávio Bolsonaro ficará sem cargo eletivo em 2027 pela primeira vez em 24 anos.

A mudança também terá consequências para sua situação jurídica, uma vez que deixará de contar com o foro por prerrogativa de função associado ao exercício do mandato parlamentar, ressalvadas as regras de competência aplicáveis a cada investigação.

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