10 melhores walking simulator de todos os tempos
Os jogos de walking simulator fazem parte de um nicho bem pequeno e pouco explorado, principalmente por grandes estúdios e corporações. Apesar de dificilmente encontrarmos algum título do estilo com investimento milionário, o gênero segue se reinventando a cada novo lançamento. 10 jogos feitos por apenas uma pessoa 10 jogos curtos perfeitos para zerar no fim do ano Os walking simulators são fortemente ligados à exploração, à narrativa, à narrativa ambiental e, muitas vezes, a puzzles ou microgames que ajudam a entender o mundo ou uma situação específica. Felizmente, é um gênero bem flexível e conta com jogos melancólicos, com temas pesados e até obras de arte da comédia, tudo isso sem deixar sua essência. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- O Canaltech reuniu os 10 melhores walking simulators de todos os tempos para provar que esse estilo tem muito a oferecer, mesmo para os mais céticos. Apesar de sua mecânica principal ser simplesmente andar, o gênero conta com abordagens diferentes e, muitas vezes, evocam a contemplação e a reflexão, elementos tão necessários nos dias corridos que enfrentamos atualmente. 10. Exo One O gênero walking simulator guarda alguns dos títulos mais criativos dos games, apesar de sua proposta focada em andar por aí, muitas vezes sem um rumo certo. Este é o caso de Exo One. No jogo, controlamos uma espaçonave alienígena em uma jornada interplanetária que passa por todo tipo de ambiente, desde um mundo formado por um oceano gigante até gigantes gasosos caóticos. Movimentação é o forte de Exo One (Divulgação/Future Friends Games) Exo One se destaca por sua movimentação diferenciada e satisfatória, com saltos, rolamentos, mergulhos e planagem. Estamos falando de uma experiência bem diferente do habitual e que pode não agradar a todos. 9. Keeper Um dos first-parties do Xbox em 2025, Keeper é o mais recente projeto do aclamado estúdio Double Fine Productions e abarca elementos de walking simulator (apesar de bem linear) e puzzle, com um foco grande em sua direção de arte. Keeper é um show à parte quando falamos de visuais e cenários (Divulgação/Microsoft) Keeper é, acima de tudo, um jogo sobre contemplação que consegue transformar a improvável amizade entre um farol e uma ave em algo emocionante. Os cenários de Keeper são um show à parte, misturando psicodelia com uma pitada de surrealismo. A forma como podemos explorar este mundo pode te surpreender ao longo da jogatina. 8. That Dragon, Cancer That Dragon, Cancer é uma das provas de que walking simulators podem assumir várias formas e propostas. O jogo é um point and click e uma autobiografia que conta a história de Ryan e Amy Green e sua experiência após o diagnóstico de câncer terminal do filho de 12 meses, Joel. That Dragon, Cancer conta como os pais lidaram com a doença terminal de um filho recém-nascido (Divulgação/Numinous Games) O foco de That Dragon, Cancer é justamente vivenciar os momentos de altos e baixos da família durante a vida do filho. Os pais de Joel estiveram envolvidos diretamente no desenvolvimento, trazendo temas como luto e fé, eternizando a vida de Joel para sempre em uma verdadeira obra de arte. 7. Death Stranding O gênero de walking simulator é bem pouco explorado por grandes empresas e poucas vezes o vemos no segmento AAA. A exceção à regra é ninguém menos que Hideo Kojima, que, ao sair da Konami em 2015, marcou a indústria com seu projeto Death Stranding. Muito se discute sobre o jogo estrelado por Norman Reedus e a possível criação de um novo gênero de "simulação de entregas". Death Stranding aborda o isolamento, a conexão e o luto (Divulgação/Sony) Apesar de seu nível cinematográfico, um pouco de combate e a direção de Kojima, Death Stranding é um exemplo perfeito de walking simulator ao oferecer mecânicas e narrativa que acompanham as longas travessias de Sam Bridges. Death Stranding foi ainda mais impactante por sair um ano antes da pandemia de COVID-19 e retratar temas como isolamento, luto e conexão, acentuados ainda mais em Death Stranding 2: On the Beach. 6. Gone Home Lançado em 2013, Gone Home foi um dos primeiros títulos que ajudaram a consolidar o gênero de walking simulator. No jogo, controlamos Katie Greenbriar, que retornou de viagem para a casa da família. Para a surpresa da personagem, a moradia está vazia e seus familiares desapareceram. Gone Home foi um dos primeiros walking simulator a consolidar o gênero (Divulgação/Annapurna Interactive) Gone Home é um jogo com um foco quase completo em narrativa, exploração e puzzles. Katie tem que revirar a casa para encontrar pistas sobre o paradeiro de sua família, seja em fotos, cartas, diários, etc. O objetivo é ligar todas as peças do quebra-cabeça enquanto perambula tentando desvendar o mistério. 5. Before Your Eyes Before Your Eyes leva a expressão "a vida passa em um piscar de olhos" de uma forma bem literal. Desenvolvido pela GoodbyeWorld Games, o jogo promete uma aventura emocionante que se inicia no fim: o pós-morte. Para fazer sua passagem, você deve revisitar os principais momentos da sua vida, tanto os bons quanto os ruins. Em Before Your Eyes você precisa piscar para progredir na narrativa (Divulgação/Skybound Games) A inovação aqui fica na forma com que passamos por esses momentos. Before Your Eyes utiliza a webcam para capturar seus olhos e avança a narrativa toda vez que você piscar. É um jogo que tem um claro foco em uma narrativa mais emocionante e identificável, afinal, a morte chegará para todos nós, e cabe a nós mesmos darmos um sentido para tudo isso antes do fim. 4. Firewatch Firewatch é um walking simulator bem diferente ao unir uma história bem triste e personagens cativantes. O jogo apresenta a história de Henry, que aceitou um emprego como vigia florestal, garantindo que nada pegue fogo enquanto estiver em serviço. Firewatch é um dos walking simulators mais marcantes pela qualidade dos diálogos (Divulgação/Campo Santo) Seu único meio de comunicação é um pequeno rádio onde pode contatar sua supervisora, Delilah. A relação entre os dois, mesmo que a distância, vai se estreitando conforme a história rola e realmente nos apegamos aos personagens. Firewatch é um jogaço com "J" maiúsculo e inclui muitas reviravoltas e momentos de cair o queixo enquanto você faz as melhores (ou as piores) escolhas narrativas possíveis. 3. What Remains of Edith Finch Uma das referências do gênero walking simulator, What Remains of Edith Finch pode parecer familiar para quem já havia experimentado Gone Home. Nele, controlamos Edith Finch, que retorna à excêntrica casa da família após anos e tenta entender o motivo pelo qual é a única viva entre todos os seus familiares. What Remains of Edith Finch inova na forma como conta as histórias (Divulgação/Giant Sparrow, Annapurna Interactive) Apesar de tratar de assuntos sérios, What Remains of Edith Finch conta sua história de forma brilhante ao utilizar diversos elementos narrativos e estilos de gameplay únicos durante a jornada. É aquela velha história de quando um videogame deixa de ser um produto e se torna a mais bruta das artes. 2. Journey Considerado o pai do gênero de walking simulator, Journey não poderia ficar de fora da lista. O jogo é tido como principal precursor do gênero e se destaca justamente por unir exploração, longas caminhadas e uma narrativa ambiental como nenhum outro até o seu lançamento em 2012, influenciando títulos como Gone Home, por exemplo. Journey é um dos indie mais impactantes do início da década de 2010 (Divulgação/Annapurna Interactive) Journey não apenas fundamentou o gênero como ajudou a impulsionar o segmento de jogos indie, junto de seus contemporâneos Braid, LIMBO e FEZ. O jogo subverteu a forma como conhecíamos os videogames até então, que ou se focavam em combate ou puzzles, ou na união desses dois estilos. 1. The Stanley Parable Surgido de um mod de Source de 2011, The Stanley Parable é o auge dos jogos de walking simulator, ao combinar comédia com uma narrativa genial. Nele, controlamos um funcionário de um escritório chamado Stanley que, ao parar de receber ordens, decide sair de seu cubículo e explorar a empresa. O narrador é a estrela de The Stanley Parable (Divulgação/Galactic Cafe) Enquanto explora, Stanley é acompanhado pelo narrador, vivido por Kevan Brighting, que sugere caminhos e conselhos que você pode ou não seguir. O mais impressionante aqui é o número de possibilidades e a reação do narrador quando ele pede para entrarmos em uma porta à esquerda, mas entramos na da direita, por exemplo. As possibilidades são tantas que é possível até mesmo parar em Minecraft. 10 melhores walking simulator de todos os tempos Todos esses jogos provam que os walking simulators vieram para ficar e podem ser expressados de várias formas. Seja em homenagem a um ente querido que já se foi, seja para reforçar a conexão entre as pessoas ou mesmo para fazer rir com construções narrativas hilárias. Esses são os 10 melhores walking simulators de todos os tempos: The Stanley Parable Journey What Remains of Edith Finch Firewatch Before Your Eyes Gone Home Death Stranding That Dragon, Cancer Keeper Exo One Leia também no Canaltech:
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