Zubeldía tem desafio ainda maior para fazer o Fluminense voltar a vencer

 

Fonte:


Jogar sem Luciano Acosta será uma experiência desconfortável e desafiadora para o Fluminense. Afinal, o ajuste do time com Luis Zubeldía é atribuído à presença do meia argentino que, agora, com lesão no ligamento colateral lateral do joelho direito, ficará fora do time por quase um mês. Isso significa que o Fluminense não terá seu principal jogador nos três próximos jogos da Libertadores (dois deles como visitante) e nos dois confrontos com o Operário-PR pela Copa do Brasil.

Não tenho dúvidas de que, apesar das falhas no sistema defensivo, a derrota no Fla-Flu esteve diretamente ligada à saída do meia logo aos 5 minutos. A lesão que precedeu o primeiro gol de Pedro, num lance memorável, abateu os tricolores de tal forma que o time só conseguiu entrar no jogo quando Zubeldía fez o óbvio, lançando Savarino no meio. Mas sem tirar Paulo Henrique Ganso. Me assusta pensar que o técnico tricolor acredita que o camisa 10 ainda é o melhor substituto.

Neste jogo de hoje, pela Copa Libertadores, contra o estreante Independiente Rivadavia, da Argentina, no Maracanã, teremos uma ideia do novo Fluminense. A impressão é de que sem Lucho Acosta o time regride algumas casas e volta ao estágio em que se encontrava na fase anterior ao Mundial da Fifa. Foi quando Renato Gaúcho, o antecessor de Zubeldía, encaixou o time com quatro volantes (Bernal, Nonato, Hércules e Martinelli) disputando as três vagas no meio.

Essa ausência do jogador que confere ao Fluminense um jogo veloz e eficiente pode mudar, inclusive, o perfil competitivo do time. Na previsão mais otimista, que seria um afastamento de três semanas, dos quatro jogos do Brasileiro em que Lucho deverá ficar fora, dois serão na condição de visitante, contra Santos, na Vila Belmiro, e Internacional, no Beira Rio — desafios difíceis que exigirão soluções táticas estratégicas de curto prazo. Ou seja: repetir algo que já tenha dado certo.

A sequência de jogos no mês de abril é realmente muito pesada e está exigindo dos treinadores um pouco mais de ousadia no uso das principais peças. No caso do Fluminense, já foram doze pontos disputados no pós-data Fifa, com três pontos somados (25%) em 15 dias. Pior: o time hoje inicia a série de três jogos em oito dias — um a cada 2,6 dias — dois deles fora de casa. Vejamos…