Zoológico, parque no jardim e obras de arte: conheça o palacete em que Anita Harley, das Pernambucanas, viveu
O município de Paulista, Pernambuco, foi o berço da fortuna de bilhões da família Lundgren. O sobrenome de origem europeia, destacado agora com o lançamento do documentário do Globoplay "O testamento: o segredo de Anita Harley", foi um dos mais importantes para o Brasil e a América Latina no início do século passado até os anos 1990. Para a cidade, que hoje tem pouco mais de 362 mil habitantes, os Lundgren eram tidos como a realeza.
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Foi nesse ambiente, de riqueza, opulência e muito trabalho, que Anita Harley, maior acionista das Casas Pernambucanas, em coma há dez anos após um AVC, nasceu e cresceu. Ela era uma das moradoras e herdeiras do Casarão Lundgren, um imponente palacete que virou cartão postal do local e, aos poucos, começa a receber visitação.
O sueco Herman Theodor Lundgren, bisavô de Anita, chegou ao Brasil sem dinheiro e sem falar português, mas o tino comercial logo o fez se enfiar em negócios lucrativos como uma fábrica de pólvora e corretagem de navios.
Em 1918, já estabelecido e dono de uma fábrica de tecidos, que originaria uma fortuna de bilhões, o "coronel" como era chamado, finalizava a primeira fase de construção do casarão, que ganhou uma reforma e depois um novo edifício para ocupar o terreno de 1164 m2.
Casarão Lundgren
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O palacete de quatro pavimentos foi construído na década de 1930. É composto de pilares, vigas e lajes em concreto armado, em sua fachada encontram-se tijolos cerâmicos aparentes e sua cobertura é composta com telhas tipo francesa, uma influência da arquitetura europeia.
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Nos anos 1950 e 1960, os jardins do casarão abrigaram um zoológico e um parque de diversões para os membros da família, mas também para os netos dos funcionários da fábrica têxtil. Anita e seus irmãos cresceram brincando não só entre as árvores e arbustos, como também num coreto feito pelo bisavô.
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No interior do palacete, chamava atenção uma sauna instalada num dos banheiros do segundo andar. No telhado, uma antena de rádio pode ser vista de toda a cidade. Era ela que permitia que os Lundgren se comunicassem com a fábrica de Rio Tinto, a 60 km de Paulista, e se tornava brinquedo para as crianças da casa. A antena ainda existe e, dizem, funciona até hoje.
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Ainda é possível ver também uma escultura na entrada do palacete, que lembra as criadas pela francesa Camille Claudel, e um vaso da coleção de Madame Pompadour, amante do Rei Luis XV.
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No ano passado, os Jardins do Coronel, como foi batizada a imensa área verde, passaram a abrigar visitas escolares e até eventos musicais e de arte.
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Ainda não é possível agendar visitação particular, um desejo antigo da população que viu Paulista crescer em torno da edificação e a receber gente importante como reis e rainhas e presidentes como o norte-americano Jimmy Carter, com quem Anita posou para foto, ainda bem jovem.
Anita Harle e a família recebendo o presidente Jimmy Carter
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