Zona Norte terá festival com mais de 200 artistas, oficinas gratuitas e atrações inclusivas; público vota nos melhores espetáculos
A Zona Norte se prepara para virar um grande palco para espetáculos, performances, oficinas e encontros entre artistas e público. Entre a próxima segunda-feira e dia 31 deste mês, sempre a partir das 15h, a 6ª edição da Mostra Aslucianas ocupará o Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, e o Parque Madureira (portão 8).
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A programação reunirá mais de 200 artistas em apresentações de teatro, dança, música, audiovisual e atividades formativas. O festival também manterá uma de suas principais características: o voto popular, que permite ao público escolher as melhores obras apresentadas.
— Como costumamos brincar, a voz do povo é a voz de Deus. Nós, artistas, fazemos nossos trabalhos para mostrá-los às pessoas. Então, é justo que elas também possam dizer o que mais gostaram. Esse é um dos grandes diferenciais da mostra — afirma Luciana Ezarani, idealizadora do projeto.
Festival recebeu inscrições de artistas e grupos de todo o Brasil
Divulgação/Grupo Aslucianas
Realizada pelo Grupo Teatral Aslucianas, a programação inclui cenas curtas, espetáculos convidados, apresentações infantis, performances de rua, números musicais e exibição on-line de curtas-metragens. Todas as obras apresentadas nesta edição são autorais. O objetivo, de acordo com a organização, é evidenciar a potência dramatúrgica do projeto e dos artistas envolvidos.
— A programação desse ano foi construída com muito cuidado. Abrimos chamamentos públicos para formar um festival democrático. Recebemos inscrições do Brasil inteiro e selecionamos as que tinham viabilidade para participar — explica Luciana.
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Entre os destaques estão “Clarice do Brasil”, do Grupo Aslucianas, espetáculo que acumula mais de 11 prêmios em festivais e editais nacionais, além de “Lia”, vencedor como Melhor Esquete da própria mostra em 2019 e que retorna em versão completa.
A mostra contará, ainda, com grupos da Baixada Fluminense, artistas de São Paulo e coletivos da Região dos Lagos, de Niterói e de São Gonçalo, além de apresentações inclusivas em Libras. Além dos espetáculos, haverá oficinas gratuitas no Parque Madureira sobre produção cultural, corpo e movimento e canto coral.
O projeto também foi pensado para incluir pessoas com deficiência. Por isso, contará com abafadores de ruído e óculos escuros para quem tem sensibilidade sonora e à luz, respectivamente, sessões com audiodescrição, placas em Braille, tradução em Libras e vans de mobilidade para o público PCD.
— Precisamos proporcionar uma experiência cênica completa para quem tem deficiência. Trazer essas pessoas para dentro do teatro também é um resgate histórico. Durante muito tempo, elas foram afastadas desses espaços. Toda pessoa tem o direito de ocupar todos os lugares — diz Luciana.
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Ao longo das edições anteriores, a Mostra Aslucianas reuniu cerca de mil artistas e dois mil espectadores e distribuiu mais de 80 prêmios. A expectativa, agora, é receber cerca de mil pessoas.
— Desejamos transformar essa região num grande polo cultural ativo, porque esse é um festival que tem música, teatro, dança, performance e agora, também, audiovisual — comenta Luciana.
A entrada custa R$ 20 (inteira). A classificação é livre. Mais informações podem ser encontradas no Instagram @gtaslucianas.
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