Zico vê tempo curto para Ancelotti e alerta sobre trocas no comando da Seleção: 'Às vezes interfere'

 

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A poucos meses da Copa do Mundo, o maior ídolo da história do Flamengo, Zico, ligou o sinal de alerta para o planejamento da Seleção Brasileira. Em entrevista coletiva em Belém, nesta terça-feira (10) durante o Fórum Norte-Nordeste das Indústrias da Construção (FNNIC), o 'Galinho' admitiu que a instabilidade no comando técnico e a chegada tardia de Carlo Ancelotti trazem desafios de adaptação que podem interferir no desempenho do grupo.


"Às vezes interfere, às vezes não. Depende muito de como está o caminho de tudo isso. Às vezes você é pego de surpresa com uma mudança de treinador. Muitas vezes já existe uma equipe adaptada a um estilo de jogo há algum tempo e, quando chega essa mudança, a coisa precisa se ajustar. Em outros casos também chegam jogadores que não faziam parte do grupo", disse o Galinho de Quintino.


Zico disputou três Copas do Mundo como jogador da Seleção Brasileira — em 1978, 1982 e 1986 — e também esteve presente na campanha do tetracampeonato, na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Na ocasião, integrou a comissão técnica comandada por Carlos Alberto Parreira e acompanhou de perto a trajetória de uma equipe que chegou ao torneio cercada de desconfiança, mas conseguiu se reorganizar ao longo da competição até conquistar o título.


Para o ex-camisa 10, aquele exemplo reforça que o cenário de incerteza antes de um Mundial não impede uma campanha vitoriosa. Segundo ele, o fator decisivo costuma ser a capacidade do grupo de se unir em torno de um objetivo comum — algo que, na avaliação do Galinho, sempre fez parte da história da Seleção em grandes momentos.


"Independentemente de quem esteja dirigindo ou não, é o nome do Brasil que está em jogo. A gente sempre tem que ter esse compromisso com a Seleção Brasileira e cada um dar o seu máximo para que a Seleção volte a conquistar um título", finalizou.