Zezé Motta brilha como nova referência do audiovisual brasileiro: 'Ampliação de oportunidades'
Aos 81 anos, Zezé Motta atravessa um momento emblemático de sua carreira, reafirmando sua relevância no audiovisual brasileiro. Após quase oito anos afastada das novelas, a atriz retorna à TV em grande estilo na trama das seis da TV Globo, "A Nobreza do Amor", mostrando que sua presença cênica continua incontornável e inspiradora.
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A força de Zezé não se limita à televisão. No streaming, ela protagoniza a série "(In)vulneráveis", da Universal TV, disponível no Globoplay, dando vida à personagem Regina e reforçando sua versatilidade como atriz. Ao mesmo tempo, a artista estreia nos cinemas com o longa "Mãe Bonifácia", que já chegou às salas de Mato Grosso e segue para outros festivais pelo país. No filme, Zezé interpreta uma mulher negra alforriada que viveu em Cuiabá no final do século XIX, tornando-se símbolo de resistência, coragem e luta pela liberdade.
Décadas de trajetória mostram uma artista que não apenas resiste ao tempo, mas se reinventa com a mesma intensidade de quem nunca deixou de estar no centro das atenções. Este mês, Zezé também se torna a imagem e a voz da Rara, nova produtora audiovisual inteiramente comandada por mulheres, especializada em criar narrativas visuais para marcas que buscam significado, engajamento e conexão com o público.
Zezé Motta protagoniza projetos que reforçam diversidade e protagonismo feminino
Divulgação
Em um cenário marcado pela inteligência artificial e produção acelerada de conteúdo, a Rara aposta no olhar humano como diferencial, combinando tecnologia e criatividade feminina. A proposta é usar a narrativa visual como ferramenta estratégica, unindo sensibilidade, técnica e inovação para fortalecer a comunicação e ampliar resultados.
"Me senti muito honrada em representar a mulher brasileira nesta campanha e mais ainda por saber que toda a Rara é feita por mulheres. Isso me enche de orgulho. Sou de um tempo em que, por trás das câmeras, predominavam homens, muitos deles extremamente machistas. Hoje, encontrar diretoras, produtoras, fotógrafas e cineastas ocupando esses espaços é a realização de um sonho. Isso não é uma divisão, é a ampliação de oportunidades para todas nós", afirma Zezé.
Zezé Motta reafirma legado no audiovisual brasileiro aos 81 anos
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Segundo a atriz, o editorial propõe uma celebração intergeracional da potência feminina, conectando passado, presente e futuro em uma narrativa que valoriza identidade, diversidade e legado. No centro da história, Zezé surge como matriarca, símbolo de trajetória, resistência e inspiração. Sua presença não é apenas estética: ela encarna a força ancestral que orienta, acolhe e impulsiona novas gerações.
"Ter Zezé Motta como âncora neste início é como receber a bênção de uma anciã, uma figura de proteção e guia, cuja força e resiliência iluminam e fortalecem as mulheres que seguem adiante", declara Marina Acrina, diretora e fundadora da Rara.
