O ex-governador Romeu Zema (Novo) rebateu as críticas feitas pelo fundador do Novo, João Amoêdo que classificou como "ruim" o desempenho do presidenciável durante a sabatina do Jornal Nacional na noite desta segunda-feira.
Ao GLOBO, o ex-mandatário também minimizou o apoio de parcelas do partido a declararem apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na corrida presidencial na disputa pelos votos da direita.
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— A respeito da opinião dele [Amoêdo], acho que o que ele fala para o partido hoje representa muito pouco.
Ele, apesar de ter tido o mérito de construir o partido lá atrás, acabou tendo um demérito de tentar se apropriar do partido para finalidades pessoais, e boa parte do partido acordou para isso — disse Zema após a sabatina O GLOBO, CBN e Valor nesta terça-feira.
Em um post no X feito ontem, Amoêdo escreveu que, no início do partido, o "maior desafio era ter espaço na mídia para divulgarmos nossas ideias".
"O Novo, entretanto, mudou tanto e ficou tão ruim que hoje não aparecer é a melhor coisa que pode acontecer ao partido", disse no post.
A publicação teve quase 340 mil visualizações e mais de 18 mil likes até a manhã desta terça-feira.
Entre os comentários, muitos demonstraram apoio a Amoêdo, enquanto outros criticaram o ex-presidente do Novo, que concorreu à presidência em 2018 e terminou a disputa em quinto lugar.
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No último domingo, Amoêdo também criticou o ex-correligionário pela ausência do mineiro naquele.
"A desistência de Zema, que tem apenas 2% nas pesquisas e a obrigação de divulgar o seu partido, não tem lógica.
O único motivo racional seria o reconhecimento da equipe do candidato do seu despreparo", escreveu.
Questionado sobre a troca de farpas dentro do partido e sobre correligionários que declaram apoio a Flávio, Zema disse que enxerga a movimentação como "natural".
Dentro do Novo, diretórios estaduais da região Sul, como Paraná e Santa Catarina, estão coligados com candidatos ao governo pelo PL, que tem o senador como a escolha para a disputa presidenciável.
— Eu enxergo isso com muita, muita naturalidade.
Tem parlamentares de outros partidos que estão me apoiando e eu mesmo, quando lancei a minha candidatura à presidência, falei: " vai me apoiar quem quer apoiar de livre e espontânea vontade".
Eu nunca fui aquele governador que chegou e falou: "Você tem de fazer isso, me apoiar nisso".
Eu gosto de ter o apoio voluntário, acho que as coisas têm de caminhar mais por aí — disse.
